NAVIO BRASILEIRO É MOVIDO A HIDROGÊNIO

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GARANTE POLUIÇÃO ZERO NOS RIOS E MARES

Já podemos imaginar como será o mundo, quando abrir ou fechar o Estreito de Hormuz não vai incomodar nem um pouco o Brasil. A ciência e a tecnologia atual do ‘homo sapiens” atingiram um ótimo ponto-de-não-retorno. No Ângulo é Foco de hoje, @s querid@s leitores vão conhecer um projeto brasileiro que está chamando atenção internacional porque parece coisa de ficção: um barco é capaz de gerar o próprio combustível, enquanto navega em alto-mar. A embarcação, chamada JAQ H2, tem cerca de 50 metros e está sendo desenvolvida com participação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A teoria é relativamente simples mas, na prática, é revolucionária: eliminar a dependência de combustíveis tradicionais e permitir viagens mais longas, sem poluição e sem reabastecimento. Fique claro que o barco não faz mágica para transformar água diretamente em combustível; o que ele faz é usar eletricidade – que pode vir de fontes renováveis como painéis solares ou outras tecnologias a bordo – para alimentar um equipamento chamado eletrolisador. Esse sistema quebra a molécula da água (H₂O) em dois gases: hidrogênio (H₂) e oxigênio (O₂).

O hidrogênio produzido vai sendo armazenado e utilizado como combustível, gerando energia elétrica para mover o barco. Esse processo é ambientalmente limpo porque, ao contrário do diesel, ele não libera gases poluentes. Somente água é gerada como “resíduo” e, por isso, o chamado hidrogênio verde é visto como uma das principais apostas globais para a redução de emissões no transporte pesado, especialmente no setor marítimo.

Os testes, na prática, concluem que o JAQ H2 pode funcionar como um sistema parcialmente autônomo de energia, usando água do mar tratada e eletricidade para produzir seu próprio combustível, durante a viagem. Os especialistas revelam que o processo exige muita energia, o que tornou essencial o uso de fontes renováveis para que o sistema seja realmente sustentável. Mas, mesmo assim, o projeto insere o Brasil em destaque nas tecnologias do futuro e abrem um caminho promissor para substituir o óleo diesel nos oceanos do planeta.

O JAQ Explorer H1, apresentado durante a COP30, em Belém. Foto:JAQ

Lançamento na COP30

Brasil apresentou na COP30, em setembro do ano passado, o primeiro barco da série, movido a hidrogênio verde que reduz 80% das emissões: o Explorer H1. Esse projeto pioneiro colocou nosso País na vanguarda da descarbonização marítima. A embarcação estava em fase final de testes no mar, concluídos em janeiro de 2026.

Desde então, o Brasil vem se preparando para dar um passo significativo na descarbonização do setor náutico com o desenvolvimento do primeiro barco nacional movido a hidrogênio verde. A revolução acontece através de uma parceria estratégica entre a JAQ Apoio Marítimo, o Grupo Náutica, o Itaipu Parquetec e a GWM.

O projeto, anunciado previamente durante o São Paulo Boat Show, se consolidou como iniciativa pioneira que posicionou o país na vanguarda da inovação marítima sustentável.

O setor marítimo representa, hoje, cerca de 3% das emissões globais de CO₂ e as tecnologias verdes são aliadas para reduzir seu impacto. Segundo a Associação Náutica (Acobar), projetos como este são raros em escala mundial. Atualmente, existem apenas algumas experiências, ainda limitadas, na China.

A embarcação Explorer H1, com 36 metros de comprimento, foi construída no estaleiro Arpoador, em Guarujá, e adaptada no estaleiro Inace, em Fortaleza, até à fase final de testes no mar. Durante a COP30, o barco foi exposto, já operando sistemas completos com hidrogênio verde, marcando simbolicamente o compromisso do Brasil com transportes mais sustentáveis.

O que o torna “verde” é o uso exclusivo de fontes renováveis como energia solar, eólica ou hidrelétrica, levando o Brasil a ter vantagens comparativas naturais únicas e potencial de liderança global para descarbonizar indústrias intensivas em energia e exportar a solução para o mundo.

Na COP30, a embarcação ainda não estava totalmente pronta, mas demonstrou parte de seu potencial ecológico. Essa operação limpa irá abastecer também a energia elétrica interna, incluindo ar-condicionado, iluminação e equipamentos eletrônicos, garantindo um total de zero emissões.

Protótipo da primeira embarcação movida a hidrogênio verde, na feira Rio Boat Show.

A expansão de uma solução verde

Os planos brasileiros não pararam por aí; prosseguiram com a construção, no Guarujá, da segunda embarcação, denominada Explorer H2. A previsão de entrega é 2027 e o projeto promete ser ainda mais inovador, com capacidade de produzir seu próprio hidrogênio a bordo.

O primeiro barco a hidrogênio verde entusiasmou os fabricantes:

– A gente quer mostrar para o mundo que é viável navegar sem emitir carbono – disse Ernani Paciornik, chairman da JAQ e presidente do Grupo Náutica, que encabeça o projeto.

O executivo explica que o projeto foi dividido em três fases: Na primeira, foi lançada a Explorer H1, embarcação que ficará parada em estande da COP-30, funcionando inteiramente com o hidrogênio verde para fazer funcionar as áreas internas.

No segundo estágio do projeto, esse mesmo barco passou a ser movido a motores híbridos, que trabalham com 20% de hidrogênio, além de óleo diesel. Com isso, o barco foi capaz de reduzir as emissões de CO2 em 80%.

No entanto, o Explorer H1 ainda não era capaz de produzir o próprio combustível e precisava ser carregado em postos. Já na última fase, que acontece agora, está sendo lançado o Explorer H2, que extrai a água do mar, dessaliniza e gerar o hidrogênio capaz de mover o barco, sem nenhuma emissão de carbono.

– Esse projeto não é apenas sobre inovação tecnológica, mas também sobre criar um futuro de desenvolvimento da náutica, mais limpo e sustentável para o transporte marítimo. A intenção é mostrar ao planeta que esse tipo de solução existe e que estamos evoluindo – disse Paciornik.

Assim, será viável a produção do novo barco em larga escala. O presidente do grupo Náutica afirma que o preço do H2 pode ser mais alto, em comparação com embarcações equivalentes, movidas a bunker (óleo combustível marítimo).

– Hoje em dia – comentou -, nós temos dezenas de barcos que vão diariamente para as plataformas de petróleo, levando mantimentos, pessoas e combustível, consumindo e poluindo horrores para pegar o petróleo e trazer de volta. Já que estão extraindo petróleo, porque não fazer isso de maneira mais limpa, reduzindo as emissões?

O motor é chinês

A iniciativa tem o apoio, também, da empresa chinesa GWM, que fornece tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde, com investimentos na ordem de R$ 150 milhões.

A embarcação Explorer H1, com 36 metros de comprimento, foi equipada com sistema de hidrojatos para navegação em águas rasas. Já a Explorer H2 terá 50 metros e será destinada ao apoio de operações de mergulho e coleta de dados hidrográficos e oceanográficos.

Fontes: JAQ, Exame, Ag. O Globo, redes sociais.

2 respostas a “NAVIO BRASILEIRO É MOVIDO A HIDROGÊNIO”

  1. […] NAVIO BRASILEIRO É MOVIDO A HIDROGÊNIO […]

  2. Avatar de
    Anônimo

    Maravilha! Ciência e Tecnologias de ponta, VIVA O BRASIL E A SOBRRANIA NACIONAL! VIVAS À LUZ. GOVERNO DO PRESIDENTE LULA E GOVERNO JERÔNIMO 2026. PRA FRENTE, BRASIL!

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