MINISTRO FALA NA TV COMO ESTÁ O TRABALHO

A batalha contra o desmatamento. Imagem: I.A. Ângulo e Foco.
Ah! Como é bom termos boas notícias sobre o Brasil, enquanto a geopolítica pega, literalmente, fogo. Da mesma forma, enquanto chovem fake news, dizendo que o Governo não faz nada, ‘os cães ladram e a caravana passa’. A questão ambiental que, na verdade, deveria estar sistematicamente debatida, no mundo, assim como os efeitos do aquecimento global, foi substituída pelo temor de uma hecatombe atômica. Ainda bem que “o Brasil é dos brasileiros” e temos Governo. O ministro João Paulo Capobianco destacou hoje (14), no programa “Bom Dia, Ministro”, os investimentos recordes e a queda no desmatamento no Brasil. Em entrevista ao vivo, o titular do Meio Ambiente e Mudança do Clima abordou ações de transformação ecológica, bioeconomia e o combate aos incêndios florestais no Brasil.
Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, hoje, ele abordou o “novo ciclo de prosperidade focado na transformação ecológica e na bioeconomia”. Além disso, o ministro detalhou dados recentes que mostram quedas expressivas no desmatamento nos biomas brasileiros e o fortalecimento da prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais.
O Governo do Brasil atingiu um patamar inédito de recursos para financiar a transformação ecológica, promovendo um novo ciclo de prosperidade que une desenvolvimento econômico, proteção ambiental e o enfrentamento à mudança do clima. Em parceria com o Ministério da Fazenda, foram mobilizados R$ 179 bilhões por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) – o Fundo Clima –, e do programa Eco Invest Brasil.
Paralelamente, o Fundo Amazônia foi reabilitado e atingiu seu maior volume anual desde sua criação em 2008, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados. Além disso, há a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado na COP30, que já conta com cerca de R$ 350 bilhões mobilizados para a transição ecológica.

Capobianco falou, também, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Foto: Divulgação/Secom-PR
Bioeconomia, uma medida para o futuro
O ministro falou, ainda, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), marco inédito para o desenvolvimento sustentável do país, com recursos iniciais de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia. A iniciativa posiciona a megabiodiversidade brasileira como vetor de oportunidades, integrando inovação e tecnologia e indústria para promover desenvolvimento sustentável e inclusão social.
Outro assunto em destaque foram os Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento que, pela primeira vez, atuam em todos os biomas brasileiros. Segundo dados do sistema Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio dessa estratégia, a supressão de vegetação nativa foi reduzida em 50% na Amazônia e em 32% no Cerrado, quando comparados os anos de 2025 e 2022.
O enfrentamento aos incêndios florestais também foi comentado por Capobianco. O fortalecimento de ações coordenadas e integradas de prevenção já apresenta resultados: registrou-se uma redução de 39% da área queimada no Brasil em 2025, em comparação ao período entre 2017 e 2024. No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%.
Esse resultado está diretamente ligado ao avanço da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), que une os governos federal, estaduais e municipais, proprietários rurais, academia e sociedade civil para prevenir e controlar os incêndios florestais em todo o país.
Panorama da luta pelo meio ambiente
O programa abordou diversos temas cruciais da agenda ambiental brasileira, com a participação de jornalistas de diversas regiões do país. Os principais temas discutidos foram o Licenciamento Ambiental, a Preservação e Biodiversidade, o Combate ao Desmatamento e Bioeconomia, a Crise Climática e Incêndios e a gestão pública do setor.
O ministro citou a vigência da lei geral de licenciamento, destacando a necessidade de cumpri-la, enquanto tramita no STF, mas ressalta a importância de utilizar outros instrumentos da legislação brasileira para suavizar impactos negativos.
Sobre a preservação da biodiversidade, deu como exemplo o Parque Nacional do Albardão, citando a discussão sobre a criação desta unidade no Rio Grande do Sul e as medidas para proteger espécies ameaçadas, como a Toninha, na sua convivência com a energia eólica.
No que se refere à Caatinga, o ministro detalhou o programa Recatingar e os esforços para combater a desertificação e promover o uso sustentável do bioma. Sobre o combate ao Desmatamento e Bioeconomia, deu ênfase na redução do desmatamento (50% na Amazônia) e na estratégia de agregar valor a produtos da floresta, através de cooperativas e da Secretaria Nacional de Bioeconomia.
Ao abordar a Crise Climática e os Incêndios, o ministro relatou a preparação do governo para eventos climáticos extremos, mencionando o impacto previsto do fenômeno El Niño. Apresentou, também, alguns detalhes sobre o novo modelo de gestão para prevenção e combate a incêndios, incluindo a atuação da ‘Sala de Situação’ e o aumento de brigadistas.
Quanto à Gestão Pública, Capobianco destacou os concursos realizados e a próxima contratação de novos efetivos. O ministro reafirmou o compromisso em chamar aprovados do cadastro reserva e ampliar o quadro de servidores do IBAMA e do ICMBio, órgãos que ele destaca como fundamentais para a conservação.
Por fim, enfatizou a importância da integração com os povos originários e o constante reforço na parceria histórica com o Ministério dos Povos Indígenas para a demarcação de terras.

Inpe e Prodes trazem as boas-novas ambientais. Foto:DivulgaçãoProbes.
A divulgação inédita dos dados consolidados da Amazônia, no mês de março, revelou o declínio do desmatamento. Esses resultados refletem os avanços metodológicos implementados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), como o uso de dados de radar e processamento em nuvem, que têm contribuído para reduzir o tempo de execução e aumentar a precisão dos dados.
“O BiomasBR tem trabalhado intensamente para oferecer à sociedade brasileira e internacional uma ferramenta cada vez mais precisa e ágil”, destacou o coordenador do Programa BiomasBR, Cláudio Almeida.
Mas, o que é o Prodes?
O Prodes é o sistema do INPE que integra o Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR). O sistema realiza o mapeamento anual da supressão de vegetação nativa em todos os biomas do país, utilizando imagens de satélite para produzir os dados oficiais sobre o desmatamento no Brasil, fundamentais para ações de conservação e políticas ambientais.
O Prodes considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, incluindo áreas com solo exposto, vegetação secundária, mineração e floresta inundada, além dos casos em que há perda total do dossel florestal decorrente de degradação progressiva.
Anualmente, o INPE, por meio do Prodes, realiza o mapeamento da supressão de vegetação nos biomas brasileiros. Amazônia e Cerrado são os primeiros a terem seus dados concluídos. O monitoramento é feito por meio de imagens de satélite, que permitem identificar e quantificar áreas desmatadas, fornecendo uma base confiável para análises e ações de fiscalização.
As taxas anuais do Prodes são utilizadas como indicadores para a proposição de políticas públicas ambientais e para a avaliação da efetividade de suas implementações. Os valores divulgados representam estimativas preliminares do mapeamento Prodes 2025. A taxa consolidada será publicada no primeiro semestre de 2026, após a conclusão do processamento dos dados.
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Fontes: SecomGOVBR, INPE-Prodes


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