LULA VIAJA PARA NOS REPRESENTAR NO MUNDO


Jerônimo com Lula, uma parceria inseparável.
Nem é preciso aqui listar todas as trambicagens confirmadas do candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, ao longo de toda sua carreira. Muito mais graves que essas trambicagens, não vou enfatizar aqui os movimentos de ‘traição à pátria’, do senador que pretende ser presidente do Brasil, sem nunca ter feito um projeto sequer que beneficiasse o País. Enquanto o presidente Lula começa a exibir suas 74 maiores realizações à frente do Governo, nesse início de campanha, viaja hoje para três países europeus, onde cuida dos interesses estratégicos do nosso País. Comitiva de 14 ministros e 30 acordos em vista. O Ângulo e Foco, hoje, sobrevoa o panorama eleitoral, na Bahia e no Brasil.
Lula fez, ontem, uma postagem tática nas suas redes sociais: “Aumento da massa salarial, recorde de exportações, crescimento da capacidade produtiva, inflação controlada. Após três anos reconstruindo tudo que havia sido destruído, o Brasil vive hoje um novo momento!”.
Para bem ilustrarmos vamos ver aqui um panorama atualizado (2025–início de 2026) da economia brasileira e sua boa situação, com destaque para o aumento da massa salarial (renda e emprego), num mercado de trabalho aquecido e próximo do pleno emprego. A taxa de desemprego cai rapidamente e chega a 5,4%, no início de 2026, a mínima histórica para o período. O rendimento médio real dos trabalhadores é de R$ 3.652, outro recorde histórico.
O cidadão pode comprovar que há expansão da massa salarial real, com mais pessoas empregadas e com salários maiores. Esse aumento sustenta o consumo das famílias, faz crescer o setor de serviços e deve se refletir nas eleições, por exemplo.
Recorde de exportações
As exportações brasileiras cresceram cerca de 14,2% em 2025, com destaque para o agronegócio (soja, milho estão com safras recordes), além de commodities minerais e energéticas. O bom resultado deve-se a um fator estrutural: o redirecionamento de mercados externos, num momento de demanda global crescente por commodities, gerando ganhos de produtividade no agro. O impacto macro-econômico é um superávit comercial robusto, havendo entrada de dólares, o que ajuda a conter inflação via câmbio.
O Brasil, hoje, vive também a realidade do crescimento da capacidade produtiva: o PIB cresceu 2,3% em 2025 (5º ano consecutivo de aumento) e o agro, vivendo uma forte expansão, é o principal motor.
A Indústria teve um crescimento de 1,4% e os investimentos tiveram um aumento de 2,9%. Cresce, então, a capacidade produtiva, principalmente concentrada no agro e na construção civil. O país opera com crescimento positivo.
A inflação vem sendo controlada, apesar da guerra e outros obstáculos. O IPCA foi de 4,3%, em 2025, dentro da banda da meta que é de 3%. A inflação em fevereiro foi de 0,70%. Ainda não há dados mais recentes, mas a expectativa para 2026 é ficar em torno de 4%.

Lula foi recebido com honras militares pelo governo espanhol.
Viagem de Lula começa na Espanha
Antes de partir, o presidente Lula contou, nas suas redes sociais, o que fará na Europa, a partir de agora: “Embarco nesta manhã para uma importante viagem de trabalho na Espanha, Alemanha e Portugal. O objetivo é consolidar parcerias, atrair investimentos e discutir temas globais urgentes como a defesa da democracia, do multilateralismo e o combate às desigualdades.
“Na Espanha, terei reunião de trabalho com o Presidente de Governo Pedro Sánchez e participarei, junto a outros chefes de Estado e de Governo, do Fórum em Defesa da Democracia.
“Na Alemanha, vou me reunir com o Chanceler Federal Friedrich Merz para firmar novas parcerias e participarei da Feira de Hannover, o maior evento de tecnologia e inovação industrial do mundo, do qual o Brasil é convidado especial neste ano.
“Em Portugal, terei reunião de trabalho com o Primeiro-Ministro Luís Montenegro e com o novo Presidente, António José Seguro.
“Desejo um ótimo trabalho ao companheiro Geraldo Alckmin, que assume a presidência até o nosso retorno.”

O presidente Lula e Pedro Sanchez, hoje.
Como reverter o trabalho em votos
Os bons resultados da economia podem ter impacto positivo na imagem do governo Lula, mas esse efeito não é automático nem uniforme. Depende de como esses indicadores chegam à percepção concreta da população.
O que realmente melhora a aprovação do candidato Lula. Entre os dados citados, alguns têm alto poder político direto: Massa salarial e emprego têm um impacto mais forte. Mais gente trabalhando gera renda maior e traz uma percepção imediata da população porque afeta diretamente o consumo, a qualidade de vida e a sensação de estabilidade. Esse é, historicamente, o principal motor de popularidade de governos no Brasil.
A inflação controlada é uma condição essencial para a popularidade do governo porque, mesmo com renda alta, se preços sobem muito o governo perde apoio. A inflação em torno de 4% evita corrosão do ganho real e ajuda a consolidar a percepção positiva. Sem inflação controlada, os outros ganhos perdem efeito político.
As exportações, porém, têm um impacto indireto. Recordes de exportação fortalecem a economia e melhoram contas externas, mas a população não percebe isso diretamente. O impacto político é mais “de bastidor”, alcançando o mercado, a imprensa e a elite econômica.
O crescimento da capacidade produtiva tem um impacto técnico, por ser importante para a sustentabilidade, porém é pouco visível no curto prazo; só vira capital político quando se traduz em empregos e renda.
Mesmo com bons números, não se pode negar que há fatores capazes de neutralizar o efeito positivo: Os juros altos (Selic elevada) e o crédito caro. Daí o projeto do Governo de renegociação de dívidas da população, em andamento. Em política, percepção pesa tanto quanto realidade e o cenário atual sugere que a base econômica é favorável ao governo e o principal ativo político é termos mercado de trabalho forte e renda crescente.

O governador Jerônimo, ontem (16)
A Bahia conta com Jerônimo
Em tempos eleitorais, cabe uma avaliação das principais políticas públicas de Jerônimo Rodrigues, no Governo da Bahia. Enquanto seu concorrente ao Governo, Magalhães Neto, não tem realizações para mostrar na campanha, a bem-sucedida gestão de Jerônimo Rodrigues pode ser analisada a partir de seu eixo central: a forte expansão do investimento público, combinada com políticas sociais amplas.
Na área de infraestrutura e investimento público, principal marca do governo atual, os destaques são os números recordes: R$ 16,08 bilhões (2023–2024) com a Bahia liderando investimentos no país em 2025, dando prioridade clara ao setor de transporte (VLT, ponte Salvador-Itaparica) e mobilidade urbana, saneamento, educação, saúde e habitação.
A estratégia vem dando certo, contando com forte articulação com o governo federal, e o impacto político, que depende das entregas, se concretiza com a catarata de inaugurações, nesses meses que antecedem ao pleito.
O trabalho intenso nas políticas sociais e combate à pobreza, eixo prioritário de Jerônimo, se destaca pelo orçamento: mais de 70% dos recursos foram destinados à área social. Os programas mais relevantes são o Bahia Sem Fome, a segurança alimentar (PAA, cisternas, restaurantes populares), educação, saúde e políticas para população negra e juventude.
No âmbito da educação, saúde e serviços públicos, os resultados são inéditos: A Educação tem boa avaliação com cerca de 48% de aprovação. Saúde também tem alto volume de investimentos e entregas com orçamento previsto de R$13 bilhões.
Dá para a democracia vencer a eleição, na Bahia e no Brasil.

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