PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA MATA ATLÂNTICA



As comunidades ajudam a definir seus próprios rumos. Foto: AscomCAR
A presença do Estado junto à população vai muito além de investir pesado nos setores que tradicionalmente ocupam os governos – saúde, educação, infraestrutura, segurança, investimentos agrícolas e industriais. Na atual gestão, Jerônimo Rodrigues determinou que os técnicos da área do desenvolvimento rural fossem para perto das pequenas comunidades rurais para uma atuação efetiva, capaz de mudar para melhor as suas vidas: O Projeto Parceiros da Mata.
Depois de atuar com sucesso no Semi-Árido baiano, especialistas do Governo do Estado, agora, estão com o Projeto Parceiros da Mata junto a comunidades da Mata Atlântica baiana, onde constroem planos participativos e avançam em ações previstas no Projeto.
Com esse trabalho de fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável, a Bahia avança na execução do Projeto Parceiros da Mata, que é realizado através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa tem promovido uma ampla mobilização em comunidades dos territórios do Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio de Contas e Vale do Jiquiriçá, com foco na construção coletiva de soluções adaptadas às realidades locais.
Ações em campo
As ações nessas áreas iniciam com a elaboração de oito Planos de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (PDCS), instrumentos estratégicos que orientam os investimentos e garantem que as iniciativas dialoguem diretamente com as necessidades das comunidades. Ao todo, 32 comunidades já foram visitadas, com a realização de reuniões, escutas qualificadas e atividades participativas que envolvem agricultores e agricultoras familiares, associações e lideranças locais.
De acordo com a coordenadora-executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, a metodologia adotada prioriza a participação ativa das comunidades em todas as etapas do processo:
“Os planos são fundamentais para que as ações do projeto estejam alinhadas à realidade local. Desenvolvemos uma metodologia adequada à Mata Atlântica, considerando o perfil do público beneficiário. Foram várias idas a campo, com reuniões e escutas nas comunidades. É um processo construído de forma participativa, em conjunto com as comunidades, para que os planos atendam, de fato, às suas necessidades”, destacou.

Reuniões em associações e transferência de conhecimentos.
Núcleos comunitários
A estrutura de atuação do projeto está organizada em núcleos comunitários, que reúnem de três a quatro comunidades por território, permitindo uma abordagem integrada e regionalizada das ações. Esse modelo fortalece o planejamento coletivo e amplia o alcance dos investimentos.
Além da construção dos planos, o projeto desenvolve Diagnósticos Multidisciplinares Participativos, que identificam demandas prioritárias, potencialidades produtivas e desafios sociais, ambientais e culturais. Com base nessas informações, são definidas estratégias de desenvolvimento e elaborados os Planos de Investimento, que orientarão a aplicação dos recursos.
Cida Oliva revela que os resultados desse processo irão se desdobrar na formalização de convênios que contemplam, tanto investimentos produtivos quanto o fortalecimento das organizações comunitárias: “Esses planos vão se transformar em convênios de investimento produtivo e também em ações de fortalecimento social das organizações. Com isso, será possível realizar ações as concretas do projeto, nos territórios, garantindo que os recursos cheguem de forma estruturada e alinhada às necessidades das comunidades”, explicou.
A metodologia participativa inclui ferramentas como a matriz FOFA, a definição de prioridades e a construção coletiva de metas, assegurando que as decisões sejam tomadas com base no diálogo e na realidade de cada território. Ao final do processo, será realizada a devolutiva territorial, garantindo transparência e acesso às informações para todas as comunidades envolvidas.

Dinâmica para estabelecer estratégias.
Financiamento internacional
O Projeto Parceiros da Mata é uma iniciativa do Governo da Bahia que visa promover o desenvolvimento sustentável em comunidades rurais, que prevê beneficiar cerca de 352 mil pessoas até 2030. O Projeto Parceiros da Mata tem como principais objetivos:
A fim de promover o Desenvolvimento Sustentável, esta fase do Projeto promove práticas que conciliem o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, especialmente na Mata Atlântica. Outro importante objetivo é a melhoria da Qualidade de Vida dessas populações, aumentar a renda e a segurança alimentar das comunidades rurais, além de garantir acesso a serviços básicos como água potável e saneamento.
A missão do Governo também fortalece a Agricultura Familiar, apoiando cooperativas e associações de agricultores, incentivando a agroindustrialização e a produção sustentável.
Preocupação ambiental
Nesta fase – em que o projeto atua em 77 municípios dos territórios de identidade do Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio das Contas – as principais áreas de foco incluem a Recuperação Ambiental, com a implementação de práticas para a recuperação de áreas degradadas e proteção da biodiversidade. Também é promovida a Segurança Hídrica dessas comunidades com a implantação de soluções sustentáveis para acesso à água e saneamento básico.
Em todas as etapas da intervenção estatal estão presentes a Capacitação e o Fortalecimento Institucional, através da formação de lideranças locais e articulação de organizações do desenvolvimento rural.
O projeto conta com um investimento total de R$ 750 milhões, co-financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Espera-se que o projeto beneficie diretamente comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, além de pequenos agricultores.

A equipe busca atingir todas as comunidades.
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Fonte: Ascom/CAR e SecomGOVBA


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