POESIA DOMINICAL – MACHADO DE ASSIS

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POEMAS DE AMOR À VIDA E DE PROTESTO

Machado de Assis e Carolina de Novaes, sua amada esposa.

Se Machado de Assis encanta a maioria de nós, leitores, com seus festejados romances, o que dizer de seus poemas? Belos, inteligentes e carregados dos sentimentos mistos de todas as épocas, no Brasil, os poemas de Machado têm o mesmo poder de encantar leitores que seus romances. O Ângulo e Foco trouxe para um deleite neste domingo, duas poesias desse ‘monstro sagrado” da Literatura, em língua portuguesa – um sobre a Vida e outro engajado na geopolítica da América Latina. Bom proveito!

Considerado o maior escritor brasileiro e um dos maiores da literatura mundial, Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839. Seu nome completo era Joaquim Maria Machado de Assis, filho do brasileiro Francisco José de Assis e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, moradores do morro do Livramento.

Filho de um pintor e de uma lavadeira, cresceu em condições humildes. Teve saúde frágil desde a infância, sofrendo de epilepsia e problemas de visão.

Autodidata, aprendeu francês e latim com a ajuda de amigos e professores informais. Trabalhou como tipógrafo e revisor, o que lhe aproximou do mundo literário. Publicou seus primeiros poemas ainda jovem, revelando talento precoce.

Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, companheira fundamental em sua vida. Foi cronista, contista, poeta, romancista e dramaturgo, destacando-se em todos os gêneros.

Seus romances realistas, como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, revolucionaram a literatura. Criou personagens complexos e explorou temas como ironia, pessimismo e crítica social.

Machado foi fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Em 1897, fundou a Academia Brasileira de Letras e foi seu primeiro presidente. Tornou-se figura respeitada na sociedade carioca, apesar de sua origem humilde.

Ficou viúvo em 1904, o que abalou profundamente sua vida pessoal, e morreu no dia 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro, aos 69 anos.

Sua morte ocorreu na casa 18 da rua Cosme Velho, e ele foi velado na sede da Academia Brasileira de Letras, com a presença de amigos, admiradores e importantes intelectuais da época, como Rui Barbosa.

Machado de Assis é lembrado como o “bruxo do Cosme Velho”, mestre da ironia e da sutileza psicológica. Suas obras refletem a complexidade da sociedade brasileira do século XIX e início do XX.

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POESIAS DE MACHADO DE ASSIS

Sem dúvida, Machado tinha uma visão profunda e complexa da vida, que refletia a sociedade do século XIX e questões universais que ecoam até hoje. Ele acreditava que a vida é uma grande escola de experiências, sentimentos e aprendizados, e suas palavras serviam como uma lente de alcance para essas jornadas.

Os poemas de hoje encontram-se no livro “Poesias Completas”, lançado em 1902 pela Editora H. Garnier-Rio de Janeiro e Paris.

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Musa consolatrix

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Que a mão do tempo e o hálito dos homens

Murchem a flor das ilusões da vida,

Musa consoladora,

E no teu seio amigo e sossegado

Que o poeta respira o suave sono.

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Não há, não há contigo,

Nem dor aguda, sem sombrios ermos;

Da tua voz os namorados cantos

Enchem, povoam tudo

De íntima paz, de vida e de conforto.

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Ante esta voz que as dores adormece,

E muda o agudo espinho em flor cheirosa,

Que vales tu, desilusão dos homens?

Tu que podes, ó tempo?

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A alma triste do poeta sobrenada

A enchente das angústias,

E, afrontando o rugido da tormenta,

Passa cantando, alcyone divina.

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Musa consoladora,

Quando da minha fronte de mancebo

A última ilusão cair, bem como

Folha amarela e seca

Que o chão atira à viração do outono,

Ah! no teu seio amigo

Acolhe-me, – e haverá minha alma aflita,

Em vez de algumas ilusões que teve,

A paz, o último bem, último e puro!

OUTRA POESIA:

Engajamento político e social

Episódios marcantes da história do México motivaram este segundo poema: Em 1876, o general Porfirio Díaz implantou uma ditadura e permaneceu durante décadas no poder. Como as eleições que lhe deram a vitória foram consideradas fraudulentas, os camponeses rebelaram-se e deram início à Revolução Mexicana.

Os líderes centrais dessa Revolução incluem Emiliano Zapata, Pancho Villa, Francisco I. Madero, Álvaro Obregón e Venustiano Carranza, cada um desempenhando papéis decisivos na luta por reforma agrária, justiça social e mudança política no México.

Esses líderes representaram diferentes interesses sociais e regionais durante a revolução, incluindo camponeses, trabalhadores e elites políticas. Sua morte marcou o fim do período de mobilização armada, com a consolidação do novo poder político e social. Machado de Assis considerou isso “uma morte do México” e escreveu, no seu livro Crisálidas, o próximo poema:

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Epitáfio do México

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Dobra o joelho: – é um túmulo.

Embaixo amortalhado

Jaz o cadáver tépido

De um povo aniquilado;

A prece melancólica

Reza-lhe em torno à cruz.

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Ante o universo atônito

Abriu-se a estranha liça,

Travou-se a luta férvida

Da força e da justiça;

Contra a justiça, ó século,

Venceu a espada e o obus.

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Venceu a força indômita;

Mas a infeliz vencida

A mágoa, a dor, o ódio,

Na face envilecida

Cuspiu-lhe. E a eterna mácula

Seus louros murchará.

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E quando a voz fatídica

Da santa liberdade

Vier em dias prósperos

Clamar à humanidade,

Então revivo o México

Da campa surgirá.

O maior escritor brasileiro nasceu na pobreza, no Morro do Livramento, Rio de Janeiro.

Fontes: Wikipédia, MEC, UOL, Toda Matéria

Imagens: prints do canal Aventura Literária-Youtube.

2 respostas a “POESIA DOMINICAL – MACHADO DE ASSIS”

  1. Avatar de
    Anônimo

    Machado de Assis; o texto da minha memória afetiva! 🌹

  2. Avatar de
    Anônimo

    MARAVILHOSO MACHADO DE ASSIS,VIVA A POESIA DE SERES ILUMINADOS BRASILEIROS,GOVERNO PRESIDENTE LULA E GOVERNO JERÔNIMO DE NOVO EM OUTUBRO.

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