SUCESSOS, VISÃO DE FUTURO E DESAFIOS

Utilização de sistemas de referenciamento e gestão do Turismo chega à Chapada Diamantina. Imagem: I.A.Ângulo e Foco.
O Turismo baiano é, hoje, sinônimo de riqueza, inovação e futuro sustentável, ninguém pode contestar. O setor vive um momento histórico, com faturamentos recordes e projeções otimistas. Possui excelentes projetos e programas em andamento, com sucesso, calcados em atrativos naturais espetaculares e sua cultura ímpar. Mas, e o futuro? Para onde vai o setor? Como aperfeiçoar esse sistema de receber bem nossos – esperamos, sempre – muitos visitantes? A Secretaria de Turismo da Bahia está fazendo sua parte, atenta às perspectivas de que, daqui para frente, todos teremos mais motivos para sorrir.
O Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), inspirado em modelos globais, afirma, como alerta, a prosperidade só se torna duradoura quando acompanhada de inovação tecnológica e geração de propriedade intelectual. O setor não pode ser visto apenas como lazer: ele é vetor de descentralização econômica, justiça social e competitividade.
Quanto à inovação tecnológica, em si, o Nordeste disputa espaço no ranking: O Ceará se destaca pela internacionalização e sustentabilidade, com o Hub de Hidrogênio Verde. Pernambuco consolida sua força em tecnologia e capital humano, com o Porto Digital. Já a Bahia lidera em volume econômico e investimentos, mas enfrenta o desafio de transformar sua riqueza cultural em ativos de propriedade intelectual.

A Rota dos Cafés Especiais da Bahia vai se beneficiar das inovações. Foto:SeturBA.
Uma das oportunidades estratégicas para a Bahia é se desenvolver no âmbito da Propriedade Intelectual. Isso quer dizer: transformar cultura e gastronomia em marcas e Indicações Geográficas, como já está sendo feito com as vinícolas, o café e o cacau, por exemplo. No âmbito, exclusivamente, do Turismo, o projeto Caminhos Reais da Bahia é um excelente exemplo que mostra como unir história e desenvolvimento regional.
No que eles chamam de Inovação de Fronteira, iniciativas como o cultivo de agave (Brave) e o uso da macaúba posicionam o semiárido baiano como referência em sustentabilidade global, assim como o cacau ‘cabruca’, plantado dentro da Floresta Atlântica, na região de Ilhéus, atualmente considerados fatores positivos para a atividade do turismo.
Quanto à Educação e à Tecnologia no ramo, o caminho indicado é fortalecer instituições como o CIMATEC para formar capital humano e liderar a integração entre turismo e inovação.
Impacto para o Turismo
Para profissionais do setor, esse movimento significa mais do que atrair visitantes: é criar experiências únicas que se tornam ativos econômicos, proteger tradições locais e ampliar a competitividade internacional. Para o grande público, é a certeza de que cada viagem pela Bahia pode ser também um mergulho em inovação, cultura e desenvolvimento sustentável.
A propósito desse tema, o estudioso Carlos Cohim publicou um ótimo artigo, publicado LinkedIn, afirmando que é necessária uma maior profissionalização da atividade, no plano municipal e, também, a geração de patentes e o desenvolvimento de novos processos tecnológicos; só assim a riqueza pode se tornar ilimitada.
Em resumo, as estratégias básicas para avançar, objetivamente, são, além do importante passo da inovação tecnológica: garantir a Propriedade Intelectual e registrar marcas e Indicações Geográficas (IGs) para valorizar a cultura e a gastronomia. Assim, é possível prosseguir no desenvolvimento da atividade econômica do Turismo, no ritmo acelerado do atual Governo estadual.
Grandes projetos como os Caminhos Reais da Bahia, os Caminhos de Santa Dulce, assim como o cacau ‘cabruca’, plantado dentro da Floresta Atlântica, na região de Ilhéus e outros, representam ótimas perspectivas porque têm o mérito de unir o desenvolvimento regional com nossa rica história.
Para os profissionais da área, o turismo baiano não é apenas lazer: é descentralização econômica, justiça social e inovação. De outro lado, para o grande público, cada viagem pela Bahia pode ser uma experiência única, unindo cultura, tecnologia e turismo sustentável.
O futuro do turismo baiano depende da capacidade de transformar sua riqueza cultural em inovação – e o mundo já observa esse movimento com atenção.

Plataforma ajuda a Chapada no Turismo
Um caso real de inovação possível é o já testado projeto UVT Localyze, desenvolvido pelo GSXLab – Gabriel Soares Laboratório de Soluções Digitais. Ele foi submetido ao Solana Frontier Hackathon – iniciativa internacional voltada para inovação, participação digital e construção de novas soluções tecnológicas.
O laboratório de inovação foi criado a partir de experiências e desafios, observados na Chapada Diamantina, e propõe uma nova abordagem de participação comunitária e inteligência territorial. O sistema permite que usuários participem, através de pesquisas, sugestões, sinalizações e ações comunitárias, gerando indicadores capazes de transformar participação em leitura territorial organizada.
Os criadores explicam que a proposta busca estruturar um modelo, no qual as comunidades possam gerar inteligência sobre si mesmas, fortalecendo participação, circulação de informações e organização regional. O projeto também faz parte do Ecossistema Alta Piatã, iniciativa regional voltada para turismo, participação comunitária, cultura e infraestrutura territorial digital.
Durante o Hackathon, o UVT Localyze apresentou:
* MVP funcional online;
* dashboard territorial;
* sistema de participação;
* autenticação digital;
* estrutura de participação validada; e
* lógica de inteligência territorial.
Segundo os desenvolvedores, o objetivo do projeto não é apenas criar uma plataforma digital, mas estruturar uma infraestrutura de participação comunitária, aplicável futuramente em turismo, municípios, eventos e ativação territorial.
A plataforma já está disponível em versão pública de testes.
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Fontes: LinkedIn, GSXLab


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