COMBATE AO CRIME ORGANIZADO SIM! SER COLÔNIA NÃO!


Imagem ilustrativa: I.A. Ângulo e Foco.
Toda a população brasileira tem obrigação de estar, agora, unindo sua revolta contra os traidores da Pátria, que pretendem abrir as portas do Brasil à presença militar e ações de espionagem dos EUA – do Laranjão despirocado. A estratégia, inconfessável, busca confundir quadrilhas mafiosas com terroristas, criando uma desculpa para agir no país que eles pretendem dominar. Como já fizeram e fazem, mundo afora. É, sem dúvida, um momento de alerta, na história do Brasil – ninguém se engane. Nosso país lindo, glorioso e dono-de-si, não merece que uma parte dos brasileiros fique, como cego em tiroteio, sem saber se fica com o traidor ou com a Pátria. É hora de União! É hora de cada brasileiro decidir se ama o Brasil e, nessa hora crucial, doar sua força para nossa defesa, e não apoiar a alegria dos traidores da Pátria, nessa jogada perigosa e maléfica para a que nossa independência, conquistada em 1822, sobreviva. Força, Brasil!
Crime organizado se enfrenta com investigação, inteligência, cooperação internacional, asfixia financeira e presença forte do Estado. Não com bravata, oportunismo eleitoral ou submissão a interesses estrangeiros.
O governo do presidente Lula tem uma posição clara: combater PCC, Comando Vermelho e qualquer organização criminosa com firmeza, dentro da lei, fortalecendo a Polícia Federal, rastreando dinheiro, combatendo lavagem, tráfico de armas e protegendo a soberania do Brasil.
O que a extrema direita tenta vender como “grande dia” pode abrir caminho para interferência externa, sanções contra o país e inventar uma lógica militarizada sobre um problema que precisa ser enfrentado com inteligência, coordenação e responsabilidade.
Ninguém está defendendo facção. Estamos defendendo o Brasil.
O combate ao crime precisa ser sério. Precisa proteger o povo. Precisa atingir o dinheiro, as armas, os operadores e as redes que sustentam essas organizações.
Segurança pública não pode ser palanque. Soberania nacional não pode ser moeda de troca.
O Brasil não precisa se ajoelhar para combater o crime. Precisa de Estado forte, cooperação séria e compromisso com a vida real das pessoas.
Sem facção. Sem entreguismo. Com lei e trabalho concreto.


Imagem: Printscreen GOVBR
Lula reage forte em discurso e nota oficial
Pouco antes da fala incisiva de Lula, durante cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe, o Palácio do Planalto divulgou uma nota, destacando as ações do governo federal no combate ao crime organizado.
Em discurso, de improviso, esta foi a primeira vez que o presidente se manifestou sobre o assunto. Lula defendeu a soberania nacional e afirmou que ele e o Brasil “não aceitarão ser tratados como moleques”, nem como uma “republiqueta”.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, disse Lula.
Em sua fala ríspida, o presidente declarou, ainda, que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) são, na prática, terroristas para moradores das periferias, por afetarem famílias, bairros e cidades. No entanto, segundo ele, o combate às facções será feito pelo próprio Brasil.
“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a Lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden. E nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, afirmou o petista.
Em seguida, Lula revelou: “As armas importadas que estão contrabandeadas pro Brasil vêm dos Estados Unidos, vêm de lá, as armas. A Polícia Federal entregou um documento para o Trump. O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado, e vamos começar pelo seu estado de Delaware que tem lavagem de dinheiro de brasileiros”.

Nada pra se orgulhar da atitude de traição à Pátria. FotoGettyImagesBBCNewsBrasil.
Criticou bolsonaristas e cobrou dos EUA
Em seguida, o presidente mencionou o caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado por tentativa de golpe de Estado, que está foragido do Brasil e vive nos Estados Unidos, enquanto aguarda um pedido de asilo:
“Vamos começar entregando o Ramagem que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país, o Ricardo Magro [dono da Refit]. A PF e a Receita apreenderam R$ 250 milhões de combustível que eles estão contrabandeando – e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado, me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, declarou o presidente.
O empresário Ricardo Magro, citado por Lula, está à frente do Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Foi alvo de uma operação da Polícia Federal e é considerado foragido. É um dos maiores devedores de impostos do País.
Durante o discurso, o presidente ainda mencionou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, aos Estados Unidos, para se reunir com Trump, terça-feira, 26, em Washington. Dois dias depois, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras – medida celebrada por Flávio nas redes sociais.
“Eu tive três horas com o presidente Trump, entreguei quatro documentos a ele. O sr. Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado a ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou Lula.

O Palácio do Planalto se manifestou imediatamente. Foto: GOVBR.
NOTA OFICIAL DO GOVERNO BRASILEIRO
O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.
O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação do terrorismo internacional que age por motivos ideológicos, políticos e religiosos.
A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.
Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.
O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro, praticada no exterior, e sobre o tráfico de armas, enviadas ao Brasil.
Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas, benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.
Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.
Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.
A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.
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Fontes: GOVBR, GrupoNeves



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