LULA CHAMA DE TRAIDOR E IMBECIL QUEM ATRAIU SANÇÕES


A bandeira americana não pode tomar a frente da bandeira brasileira. Printscreen
Os EUA concluíram a investigação prévia, aberta por Donald Trump, e propuseram tarifa de 25% sobre quase todas as exportações brasileiras, alegando que políticas do Brasil “oneram ou restringem” o comércio. Em 15 de julho de 2026, vence o prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil. Esse ataque, promovido pelo candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro, ameaça, claramente, sua campanha eleitoral de oposição.
“O feitiço se volta contra o feiticeiro”. O dinheiro que eles pegaram de Vorcaro – dinheiro público roubado de todos nós – vai custar caro. Mas o que aumenta mais nesse custo, para Eduardo e Flávio Bolsonaro, é a articulação de ir nos Estados Unidos e pedir que eles classificassem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas.
Eles estavam só querendo criar um factoide para poderem dizer: “Olha, vamos esquecer o caso Dark Horse e o Caso Vorcaro”, ligados ao candidato a presidente, Flávio. “Vamos falar aqui de criminalidade. Nós é que combatemos os criminosos” – disse.
Acontece que eles cometeram um erro, contra eles mesmos. Por que? Porque, quando os Estados Unidos declaram algum grupo como ‘terrorista’, isso sai das mãos do governo A, B ou C. Passa a ser uma política claramente intervencionista e imperialista dos Estados Unidos que pode pegar qualquer um, não adianta ser apenas um aliado, vai pegando todo mundo.
Flávio e Eduardo contaram, em todas essas décadas, com uma omissão gigantesca, principalmente no Rio de Janeiro, incluindo o governador, as forças policiais e o Poder Judiciário, pelo fato de que eles são muito ligados a milicianos e facções criminosas. Isso já está escancarado, principalmente depois que o pai, o prisioneiro Jair, virou presidente.
Brasileiros denunciam ‘terroristas’
Surfando nessa onda, o influenciador e candidato a deputado federal, pelo PT-SP, Thiago dos Reis, fez uma denúncia ao FBI, mostrando que Flávio é amigo de vários membros das organizações criminosas, enquadradas pelo Laranjão do Norte. Para ele, essas são organizações terroristas e isso já é suficiente para os Estados Unidos fazerem uma mega-investigação, que pode culminar até em mandados de prisão que, expedidos pelo Império, vão direto para a Interpol.
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, enviou, também, um pedido à Interpol para investigar o irmão do candidato da extrema-direita, Eduardo Bolsonaro, por lavagem de dinheiro. E já anunciou que, também, vai informar o FBI porque existem ligações dele e do irmão, Flávio, com um fundo chamado Reag para sua refinaria Refit. Esse fundo recebeu dinheiro do Banco Master, que lavava dinheiro para o PCC.

Meteram a mão na “cumbuca”
Thiago dos Reis usa uma imagem para deixar bem clara a operação ‘terrorista’: “Imagine uma cumbuca (como o saquinho, nas igrejas). Aí, você põe na cumbuca 200 reais, roubados dos cofres públicos do Rio de Janeiro, na gestão Cláudio Castro e no governo Ibanês, de Brasília; coloca mais 100 reais roubados no Amapá, com o assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
“Para acabar de encher, coloca mais 100 reais, lavados pelo PCC e 100 lavados pelo Comando Vermelho. De todo o conteúdo da cumbuca, você pega uma e dá para Eduardo e outra para o Flávio.” Assim, fica fácil para as justiças americana e brasileira rastrearem de onde veio o dinheiro e para onde foi. Podem descobrir se o dinheiro dado foi contrapartida de alguma ação criminosa – uma propina.
A polícia brasileira já sabe quem fez favor e recebeu favor de Vorcaro, dizendo que era dinheiro “de um irmão”. O deputado do PL, Ciro Nogueira; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre também fizeram ‘coisas’ pra ele. A polícia americana também vai querer saber disso tudo.
Para eles, basta saber que o dinheiro saiu de uma “organização terrorista”. Quem recebeu dinheiro daquela cumbuca, recebeu dinheiro sujo. E os irmãos Bolsonaro receberam, no mínimo, 10,5 milhões de dólares dessa cumbuca. Com isso, dá para afirmarmos que a situação saiu de controle, exatamente por causa da traição de induzir o Império a atacar o Brasil. Pura burrice.
Os defensores do indefensável vão dizer: “não, mas o governo Trump pode protegê-los na investigação”. Mas a Justiça americana não tem disso, a exemplo do que aconteceu no Caso Epstein – de interesse pessoal do presidente gringo. Chegou a dar várias declarações, no ano passado, de que os arquivos não deviam ser tornados públicos. Mesmo assim, o FBI começou a tornar público, por etapas, a contragosto do Laranjão, que chegou até a demitir a procuradora-geral, por engano, por isso. Mas o FBI fez o correto.
Então, fica claro que o FBI não vai parar uma investigação sobre terrorismo, que é uma política de Estado deles. Fariam isso em qualquer governo; se fosse com Biden e Obama, também, quem quer que seja. Para eles, basta confirmar que o Banco Master tinha dinheiro de terrorista que não interessa, vão suspeitar e mandar prender quem recebeu desse banco, se for confirmada a acusação. E foram bilhões!
As notícias similares – de ações americanas contra o terrorismo, em diversos países – não são publicadas no Brasil, mas ocorrem muito. No Líbano, na Palestina, no Iraque, lá estava o Império descobrindo alvos. Procurando que recebeu, financiou, ou tem ligação. Prenderam gente assim, no mundo inteiro. No Brasil não deve ser diferente porque PCC e Comando Vermelho equivalem ao Hamas, Resbollah e Estado Islâmico.

Nosso Pix está ameaçado pelas sanções, a partir de julho.
Tiro no pé e sanções
Vai ficando claro, então, que os trapalhões principais da família Bolsonaro (pois o patriarca está ‘de molho’ na Papuda) deram um baita tiro no pé. Já começaram as sanções. Tarifas de 25% vão ser cobradas pelos gringos sobre nossas vendas para eles. Tiveram o cuidado de deixar de fora os produtos que eles mais gostam – carnes, café, suco de laranja…
As instituições econômicas brasileiras já estão prevendo muitos problemas, especialmente os bancos, que podem perder o método Pix de pagamento e o sistema Swift, de transferência internacional de dinheiro. Um impacto gigantesco, que ameaça se estender ao agronegócio e à indústria brasileiros.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) ligou o sinal de alerta máximo para as exportações do país, após os EUA atacarem o Brasil por causa do Pix. O presidente da entidade, Paulo Skaf, falou em “forte impacto negativo” desse episódio, já batizado de “Tariflávio”.
A indústria de São Paulo pede uma postura firme e rápida do governo federal para tentar barrar esse prejuízo, antes da batida de martelo final, que deve rolar em julho. A Fiesp prometeu continuar correndo atrás da diplomacia empresarial para blindar as fábricas nacionais.
As alegações do Império
A proposta dos 25% começou, depois que a polícia e a justiça dosEUA concluíram a investigação prévia, aberta por Donald Trump, e propuseram a tarifa sobre quase todas as exportações brasileiras, alegando que as políticas do Brasil “oneram ou restringem” o comércio.
A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, segue para consultas públicas até julho de 2026 e pressiona o governo Lula, que buscava evitar retaliações e impactos políticos, inclusive no debate sobre classificar PCC e CV como grupos terroristas.
O relatório critica o Brasil em seis áreas: ordens judiciais sigilosas e favorecimento em pagamentos digitais; tarifas preferenciais a México e Índia; falhas no combate ao desmatamento; ruptura no acordo do etanol; lentidão do INPI e pirataria; e retrocessos no combate à corrupção. Há isenções para itens como carnes específicas, café, aeronaves, químicos e fertilizantes.
O cenário é influenciado pela decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas anteriores, levando Trump a impor um adicional global de 10%, que se soma a tarifas já existentes, especialmente sobre aço e alumínio.

O presidente reagiu e discursou em Goiás, durante evento do Instituto Federal Goiano-Foto Ricardo Stuckert PR.
Lula reage: “Imbecil!”
Em tom eleitoral, o presidente Lula chamou, hoje, Flávio de ‘imbecil’, por induzir o tarifaço dos EUA e diz ter combinado prazo com Trump para fazerem um acordo. Em seu discurso, Lula associou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Enquanto isso, oportunista, Tarcísio afirmou, também hoje, que vê risco para empregos e empresas com nova tarifa proposta pelos EUA.
Na fala em Catalão (GO), o presidente lembrou da visita de Flávio aos Estados Unidos e chamou o provável adversário na corrida pelo Palácio do Planalto de “imbecil”: – Ele foi pedir arrego. “Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula”. Imbecil. Ele não sabe que não vai prejudicar o Lula, e sim, vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio – afirmou.
Lula também criticou a família do ex-presidente: “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores” – disse.

O candidato da extrema-direita, dando entrevista na Rádio Itatiaia. Foto: AgBrasil.
Flávio continua mentindo
Mais cedo, Flávio Bolsonaro disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, que havia pedido a Trump para poupar empresas brasileiras do tarifaço. Em Goiás, Lula também disse ter combinado com o presidente americano, Donald Trump, para fechar um acordo, durante a reunião no mês passado nos EUA. Porém, esse acordo ainda não foi fechado.
– Eu disse pro Trump: “Tem uma divergência aqui entre o seu ministro do comércio e o meu, então vamos dar 30 dias para eles provarem quem é que está certo; se eu estiver errado eu aceito e se você tiver errado você aceita”. E demos 30 dias, até agora já conversaram três vezes e não houve acordo – afirmou.

Lula da Silva, durante Encontro com Donald Trump. — Foto: Ricardo Stuckert / PR.
A fala ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens.
Brasil vai procurar outros parceiros
Ainda durante sua fala, Lula procurou contrapor o anúncio americano com uma notícia positiva para as exportações brasileiras:
“Como Deus escreve certo por linhas tortas, nada acontece de graça. O que aconteceu hoje para se contrapor à medida do Trump? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre para o mercado chinês” – afirmou, indicando que o governo pretende buscar novos mercados, caso enfrente restrições comerciais dos Estados Unidos: “Então veja, eu tenho muita sorte. Não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim, eu vou vender para outro” – disse.

Por coincidência, a China anunciou que vai comprar mais carne no Brasil. Foto:CGTN.
Um integrante do governo que despacha do Palácio do Planalto afirma, porém, que o Executivo deve insistir no diálogo diplomático para reforçar que os EUA são superavitários na relação bilateral com o Brasil, apresentando argumentos técnicos e, assim, evitar que essa medida alcance outros setores. A avaliação de autoridades que acompanham as conversas é que essa foi, novamente, uma decisão política do governo Trump.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, por exemplo, afirmou, hoje, em vídeo publicado nas redes sociais, que Flávio e Eduardo Bolsonaro “trabalham contra o Brasil”, chamando-os de “traidores da pátria”: – Mais uma vez, o Flávio Bolsonaro vai lá e vem proposta de tarifaço para prejudicar o Brasil. Essa turma não está a serviço do povo brasileiro, essa é a verdade. São traidores da pátria que não têm vergonha nenhuma e nenhum compromisso com o país – disse o ministro.
Numa tentativa de antecipar qualquer desgaste à sua imagem, Flávio afirmou em entrevista, nesta manhã, que pediu “expressamente” a Trump, ao vice-presidente americano, JD Vance, e ao secretário de Estado Marco Rubio, para não taxar as empresas brasileiras.
Essa postura contrasta com a adotada por bolsonaristas no ano passado, quando Trump anunciou o tarifaço contra os produtos brasileiros. Naquele momento, Eduardo, por exemplo, afirmou que a decisão teria derivado da articulação feita por ele e o economista Paulo Figueiredo nos EUA. Logo vai ficar claro que essa nova articulação poderá trazer prejuízos eleitorais a Flávio.
O Planalto convocou uma reunião de emergência, hoje (2) de manhã, para discutir a nova decisão dos EUA e alinhar o discurso do governo. Participaram os ministros Márcio Elias Rosa (Indústria) e Dario Durigan (Fazenda), além do vice-presidente Geraldo Alckmin.
O que diz o relatório
O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam “irrazoáveis” e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.
Auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países.
A expectativa é que o encontro de hoje sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho, criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica.
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Fontes: Equipe Neves, O Globo, Plantão Brasil


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