A JORNADA 7X0 DAS MULHERES QUE CUIDAM

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… SEM DESCANSO E SEM REMUNERAÇÃO

As babás são representantes dessas cuidadoras, agora já assistidas. Foto: MDS.

O desespero da classe dominante é tão grande que a direita acaba de dar andamento ao projeto da escala de trabalho 7 x 0, ou seja, trabalhar sete dias na semana e descansar zero. Parece até uma piada, logo após deslanchar a proposta de consenso do fim da vigente e injusta escala 6×1. A Câmara decidiu aprovar a escala 5×2, mas os bolsonaristas e políticos vendidos insistiam no adiamento por 10 anos de sua implantação. O projeto foi para o Senado. A palhaçada dos carrascos do trabalhador, de jornada 7×0, veio por último, mas logo foi encaminhada pelo presidente do Senado, o inimigo do povo David Alcolumbre – aquele que dançava alegre e descontraído numa festa no Amapá, enquanto seu amigo, o bandidão Daniel Vorcaro ia pra cadeia. Pois bem, a “piada” do projeto da jornada 7×0 dos parlamentares do PL não deixa de ser uma galhofa com os brasileiros, mas é, também uma manobra protelatória. Vamos ver logo no que vai dar. O Ângulo e Foco, para bem ilustrar a trágica jornada de trabalho vigente no Brasil, encontrou milhões de trabalhadoras que permanecem na jornada 7×0, por obrigação. Laís Abramo, secretária de Cuidados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), explica essa injusta realidade para os queridos leitores e como a Política Nacional de Cuidados reduz a sobrecarga e amplia a autonomia econômica dessas mulheres injustiçadas. Vídeos no final.

Em matéria publicada pela Rede PT de Comunicação, as informações que colhemos:

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganha força no país, mas milhões de mulheres brasileiras seguem submetidas a uma jornada ainda mais exaustiva: a escala “7×0”.  Além do trabalho remunerado, são elas as principais responsáveis pelos cuidados com filhos, idosos, pessoas com deficiência e pelas tarefas domésticas – um trabalho invisível, não remunerado e que limita oportunidades de estudo, emprego, renda e participação na vida pública.

Hoje, cerca de 6 milhões de mulheres no Brasil dedicam 40 horas, ou mais, por semana, ao trabalho de cuidado, não remunerado, de acordo com pesquisa do PNAD. Nas profissões do cuidado, a desigualdade também se repete: 75% dos trabalhadores do setor são mulheres, 45% são mulheres negras e 25% são trabalhadoras domésticas. Os dados confirmam como o trabalho do cuidado no Brasil tem um recorte de gênero e raça: é basicamente feito por mulheres negras.

Laís Abramo. Foto: Divulgação

Uma política estrutural está em curso

A socióloga e secretária Nacional de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Laís Abramo, afirma que a política representa uma mudança estrutural na forma como o país trata o cuidado:

“O cuidado precisa deixar de ser visto como uma responsabilidade individual das mulheres e passar a ser tratado como compromisso coletivo e política pública permanente”, defende.

Laís Abramo também relaciona a política de cuidados ao debate sobre a redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1.

“A jornada das mulheres muitas vezes não é seis por um, é sete por zero. Porque existe a jornada do trabalho remunerado, mas o trabalho não remunerado não termina nunca. Mesmo no dia de descanso, elas seguem cuidando da casa, dos filhos e da família.”

Cuidadoras de idosos também sofrem com a sobrecarga. Foto: Divulgação.

Sobrecarga maior das mulheres

Segundo a secretária, a sobrecarga feminina impacta diretamente a autonomia econômica das mulheres e pode aprofundar situações de vulnerabilidade social e violência doméstica:

“A falta de autonomia econômica fragiliza muito as mulheres. Muitas vezes existe uma situação de violência doméstica e a mulher, com dois ou três filhos, não consegue sair daquela situação porque não tem renda, não tem apoio, não tem para onde ir. Então a relação entre violência, feminicídio e sobrecarga de cuidados é muito evidente para nós.”

Apesar de o Brasil possuir estruturas importantes nas áreas de saúde, assistência social e educação, Laís Abramo avalia que os serviços ainda são insuficientes, diante da realidade social e demográfica do país.

Com o envelhecimento da população e a redução do tamanho das famílias, cresce a necessidade de uma rede pública de apoio aos cuidados. A secretária destaca que a principal inovação da Política Nacional de Cuidados é olhar, ao mesmo tempo, para quem precisa de cuidado e para quem cuida.

A Cuidoteca da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Foto: UFRB.

Nascem as Cuidotecas

Entre as iniciativas já colocadas em prática pelo Governo do Brasil estão as “Cuidotecas”, espaços de acolhimento para crianças de 3 a 12 anos, em horários que excedem a jornada escolar, como noites, fins de semana e períodos de férias.

“Nós percebemos que muitas mulheres não tinham com quem deixar os filhos, nos horários de estudo ou de formação profissional. Isso prejudicava muito a permanência e a conclusão dos cursos. Então, criamos as Cuidotecas, justamente para acolher essas crianças, enquanto as mães estudam, trabalham ou participam de atividades públicas.”

Para ela, garantir o direito ao cuidado significa também garantir liberdade e autonomia para que as mulheres possam construir seus próprios projetos de vida:

“A Política Nacional de Cuidados não reforça a ideia de que o papel da mulher é ficar em casa cuidando. Ela afirma que as mulheres têm direito ao cuidado, mas também têm direito de estudar, trabalhar, participar da vida pública e ser o que quiserem ser”, finaliza.

Assista os vídeos

David Alcolumbre dançando, enquanto é investigado.

Conheça a Política de Cuidados

One response to “A JORNADA 7X0 DAS MULHERES QUE CUIDAM”

  1. Avatar de
    Anônimo

    O POVO INTELIGENTE COM REALMENTE BONDADE DIVINA, E SEGUINDO ENSINAMENTOS DO CRIADOR, SE UNE A FAVOR DO SEU BEM-VIVER COM DIGNIDADE. ESSA ESCALA DESSA ELITE DAS TREVAS TEM QUE SER DISSOLVIDA COMO PÓ AO VENTO PELA JUSTIÇA DIVINA. GOVERNO DO PRESIDENTE LULA, GOVERNO DO GOVERNADOR JERÔNIMO, RECOMEÇAM EM 2027. MELHOR OPÇÃO PARA O BRASIL PARA O NORDESTE É VOTAR NA LUZ PARA GARANTIR A PAZ DO POVO TRABALHADOR.

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