IBGE CONFIRMA QUE A BAHIA LIDERA O NORDESTE EM CONSTRUÇÃO CIVIL

Governador acompanha avanço e movimentação no canteiro de São Roque Paraguaçu.
Os pouco mais de um terço dos eleitores baianos – segundo a última pesquisa Quaest, divulgada em 29 de abril –, que apoiam o candidato ACM Neto, devem estar reavaliando sua escolha, diante dos excelentes resultados alcançados pelo seu oponente, o governador Jerônimo Rodrigues, à frente de uma gestão que bate recorde sobre recorde de realizações. Principal polo industrial e logístico da fase inicial da ponte Salvador-Itaparica, o canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, intensificou as atividades com a chegada de materiais e equipamentos, importados da China, que serão utilizados nas obras do empreendimento – a maior obra, atualmente na Bahia. Os grampistas, infelizmente, ainda gargalham de nervoso, quando publicamos essas notícias, mas muitos acordam. A ver!
Cerca de 800 toneladas de equipamentos que incluem painéis de Bailey e estruturas metálicas, recém-chegados ao Porto de Salvador, estão sendo encaminhadas para os canteiros de São Roque do Paraguaçu e de Vera Cruz. A mobilização também envolve fornecedores nacionais, pois mais de 17 empresas brasileiras já foram contratadas até este momento.
Cerca de 3.900 toneladas de tubos de aço – conhecidos como camisas metálicas e destinados às fundações da ponte – estão sendo enviados aos dois canteiros. O espaço em São Roque já recebeu dois guindastes com capacidade para movimentar até 60 toneladas. Em Vera Cruz, outros dois guindastes, com capacidades de 25 e 40 toneladas, estão disponíveis para apoiar as atividades de mobilização na Ilha de Itaparica.
Uma nova remessa de equipamentos vindos da China está a caminho do Brasil. A carga inclui um guindaste de esteira de 320 toneladas, dois guindastes de 150 toneladas, dois guindastes de 100 toneladas, além de um martelo hidráulico de impacto e dois martelos vibratórios elétricos, equipamentos que serão utilizados nas atividades de fundação da ponte.

O enorme canteiro de obras está na fase de montagem para a construção da Ponte.
Movimentação nos canteiros
A construção desse novo sistema de mobilidade conta com três grandes canteiros operacionais, distribuídos estrategicamente entre São Roque do Paraguaçu, Salvador e Vera Cruz. Juntos, eles concentrarão atividades industriais, administrativas e logísticas, essenciais para a execução do empreendimento.
São Roque do Paraguaçu será o principal polo industrial e logístico pesado da obra. Instalado em uma área de aproximadamente 400 mil metros quadrados, o canteiro ocupa a estrutura de um antigo estaleiro e abrigará linhas de produção de componentes metálicos, além de etapas de pré-fabricação de estruturas da ponte, como aduelas e lajes.
Construção civil da Bahia lidera no Norte-Nordeste, aponta IBGE.
Em editorial, o Jornal Grande Bahia publicou, ontem (10), um interessante levantamento, realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, focalizando os resultados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), de 2024. A Pesquisa indica que a Bahia ocupava posição de liderança no Norte-Nordeste, em número de empresas, pessoal ocupado, salários pagos, valor das incorporações, obras e serviços da construção civil.
O diferencial indica que a Bahia não liderava apenas por dimensão territorial ou populacional. Em 31 de dezembro de 2024, o estado reunia 2.886 empresas da construção com cinco ou mais pessoas ocupadas, empregava 127.920 trabalhadores, pagava R$ 4,525 bilhões em salários e outras remunerações e registrava R$ 25.911.985 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 25,912 bilhões, em valor de obras e serviços. A infraestrutura concentrou 44,3% do valor movimentado. O IBGE ressalta que houve quebra de série, na elaboração das pesquisas PAIC, o que impede comparações com anos anteriores.
Os dados, recém-publicados, colocam a Bahia em posição relevante no cenário brasileiro. O estado detinha o maior contingente empresarial, entre as regiões Norte e Nordeste. Na comparação regional, a Bahia concentrava 25,5% das empresas da construção existentes no Nordeste, que somavam 10.535 unidades.
A posição da Bahia, registrada na pesquisa, entre os sete maiores contingentes empresariais do país, reforça a importância do setor para a economia estadual, sobretudo por sua relação direta com geração de empregos, demanda por insumos, expansão urbana, obras públicas, habitação, logística e serviços de engenharia.

Maior contingente de trabalhadores do Nordeste
As empresas de construção baianas empregavam, em 2024, 127.920 pessoas. O contingente era o 5º maior do país e o maior do Norte-Nordeste, onde a Bahia concentrava 29,9% dos 427.445 trabalhadores ocupados nas empresas da construção.
Salários somaram R$ 4,5 bilhões, mas média ficou abaixo da nacional
Em 2024, as empresas da construção civil com cinco ou mais pessoas ocupadas pagaram, na Bahia, R$ 4,525 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. O estado, novamente aparece com liderança no Norte-Nordeste.
Apesar do volume expressivo de remunerações, o salário médio dos trabalhadores da construção na Bahia era de 1,9 salário mínimo. O índice ficou ligeiramente acima da média do Nordeste, de 1,8 salário mínimo, mas abaixo da média nacional, estimada em 2,2 salários mínimos.
Esse contraste mostra que a Bahia ocupa posição elevada em escala produtiva e geração de empregos, mas ainda enfrenta diferença em relação ao padrão médio de remuneração do país. A leitura é relevante porque o setor, embora robusto em volume de empresas, trabalhadores e obras, apresenta desafios ligados à qualificação profissional, produtividade, composição dos empreendimentos e estrutura salarial.
Valor das obras coloca Bahia na quinta posição nacional
O valor das incorporações, obras e serviços das empresas baianas de construção civil alcançou, aproximadamente, R$ 25,912 bilhões, em 2024. O resultado foi o 5º maior do país e o maior do Norte-Nordeste.
Depois da Bahia apareciam Santa Catarina, com R$ 24,7 milhões; Rio Grande do Sul, com R$ 24,4 milhões; Pará, com R$ 17,5 milhões; Goiás, com R$ 16 milhões; e Ceará, com R$ 13,5 milhões.
No Nordeste, a distância baiana foi significativa. O Ceará ocupava, segundo a pesquisa, a 10ª posição nacional, com R$ 13,5 bilhões, e Pernambuco aparecia em 11º lugar, com R$ 12,3 bilhões. Maranhão registrava R$ 7,9 bilhões; Rio Grande do Norte, R$ 6 bilhões; Piauí, R$ 5,3 bilhões; Paraíba, R$ 5 bilhões; Alagoas, R$ 4,8 bilhões; e Sergipe, R$ 2,5 bilhões.
Quase um terço do valor da construção no Nordeste
O desempenho baiano – no valor das obras e serviços – demonstra seu destaque na economia regional. A Bahia respondeu por 31,1%, dos R$ 83,336 bilhões movimentados pela construção civil no Nordeste, em 2024, concentrando quase um terço do volume econômico regional do setor.
Em uma comparação direta, fica comprovado que o valor das obras baianas foi quase o dobro do registrado pelo Ceará e mais que o dobro do total de Pernambuco. Em relação a Sergipe – que atingiu o menor valor entre os estados nordestinos no levantamento, a movimentação da Bahia foi superior em mais de dez vezes.

Infraestrutura mereceu destaque, entre as obras da pesquisa IBGE.
Infraestrutura concentrou o maior valor da construção baiana
As obras de infraestrutura responderam por 44,3% do valor total das incorporações, obras e serviços da construção civil na Bahia em 2024, o equivalente a R$ 11,5 bilhões. Esse segmento liderou a composição econômica do setor no Estado.
Na sequência, apareceram a construção de edifícios, com 35,2% do total, ou R$ 9,1 bilhões, e os serviços especializados para construção, com 20,5%, equivalentes a R$ 5,3 bilhões.
A distribuição baiana acompanha, em parte, a estrutura nacional. No Brasil, as obras de infraestrutura também representaram a maior parcela do valor da construção, com 38,4%, ou R$ 200,9 bilhões. A construção de edifícios veio logo depois, com 38,1%, ou R$ 198,9 bilhões.
Uma observação importante: Segundo o IBGE, os resultados divulgados para 2024 não devem ser comparados diretamente com anos anteriores. A ressalva é fundamental para evitar leituras equivocadas sobre crescimento, retração ou variação histórica do setor.
Se o quadro já está tão bom para a Bahia, fica fácil saber que o progresso não vai parar.

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Fontes: SecomGOVBA, IBGE, JornalGrandeBahia.


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