TURISMO PODE DUPLICAR COM O USO DO LASER

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DESCOBERTA UMA MILENAR AMAZÔNIA POR BAIXO DAS ÁRVORES

Impressionantes relevos exibem centro urbano. Fotos: Perfil de Conjuntura Histórica

Uma tecnologia que foi gestada em 1930 e hoje funciona com um super-laser, pode ajudar muito à Economia do Brasil. Ela fornece meios para cuidar, de perto, de nosso território, desenvolver o país, enriquecer a pesquisa arqueológica e, consequentemente, o Turismo. O mesmo trabalho que se fez na Amazônia, poderia ser feito na Bahia, com tantas histórias ainda ocultas por aí, na Chapada Diamantina, na margem do São Francisco, em territórios no Sul baiano, cobertos por Mata Atlântica, em outras áreas. É a revolução que traz a tecnologia Lidar.

A descrição dos resultados da pesquisa com esse equipamento, nas florestas do Pará, dá uma ideia clara do que o Brasil e a Bahia poderão encontrar com esse poder tecnológico: eles captaram imagens aéreas, a laser, depois ‘apagaram’ a camada de floresta no computador e o que apareceu chocou a ciência.

O avião passou sobre a Amazônia, mas não estava olhando para as árvores. Usando a tecnologia de escaneamento a laser, pesquisadores conseguiram ver através da copa densa e mapear o solo. O resultado revelou uma rede de praças circulares e estradas retas perfeitas que conectavam antigas aldeias tropicais. Essa é a prova de que milhões de pessoas habitaram a região, na Antiguidade, em cidadelas erigidas com uma engenharia e urbanismo de precisão matemática.

Os aglomerados urbanos são interligados em linhas retas.

Um novo mapa do Brasil surge

Pode-se afirmar, agora, que o mapa do Brasil antigo está mudando.

Sobrevoando a área de estudos, o Lidar dispara milhões de feixes de laser, atravessando a folhagem densa. Apagando a floresta, no computador, os cientistas, literalmente, deletaram a selva amazônica e ficaram surpreendidos com a imagem que sobrou.

Quando a floresta ‘some’ da tela, a revelação choca o mundo científico: Aldeias geométricas apareceram e estradas de ligação entre elas, construídas há séculos por nossos antepassados, fizeram os técnicos arregalarem seus olhos, diante da revolucionária descoberta: Uma rede de aldeias, perfeitamente circulares, de 200 metros de largura.

Foram feitas medições e cálculos que comprovaram a exatidão absoluta da vasta povoação pré-histórica. A precisão matemática da engenharia ancestral deixou os pesquisadores sem palavras. Numa rede interligada, as estradas formam raios perfeitos que conectam diferentes centros da Terra do Meio, no Pará. O escaneamento a laser revelava o passado, em 3D, e dizia exatamente onde as equipes deviam escavar.

A comprovação de campo

Ao cavar no ponto exato, a ciência encontrou a prova: cerâmicas e solos manipulados. Os dados mostram a escala real dessa descoberta e comprovam que milhões de pessoas viveram neste urbanismo tropical sofisticado.

Estamos diante de uma nova arqueologia. A tecnologia não inventa mitos, ela revela a grandiosidade incontestável dos fatos: o mapa do Brasil antigo está mudando, ou melhor, está sendo redesenhado. E isso é apenas o começo de uma jornada que o Lidar está revelando.

Por que só agora?

O sistema Lidar surgiu nos anos 1960, logo após a invenção do laser, em 1960. O primeiro protótipo foi criado em 1961 pela Hughes Aircraft Company, nos Estados Unidos, inicialmente para rastreamento de satélites. Desde então, evoluiu de aplicações militares e aeroespaciais para usos civis como topografia, agricultura e veículos autônomos.

Vamos conhecer, rapidamente, a origem e os primeiros desenvolvimentos do Lidar:

Em 1930, o físico irlandês E.H. Synge já havia sugerido o uso de luz intensa para estudar a atmosfera, uma ideia precursora do Lidar. Em 1960 foi inventado o laser, pela Hughes Aircraft Company. Em 1961, foi criado o primeiro protótipo do Lidar, pela mesma empresa, voltado para rastreamento de satélites.

Depois veio a etapa de evolução tecnológica: entre 1980 e1990, novos acréscimos no aparelho permitiram a sua expansão para cartografia e geologia, com sistemas embarcados em aeronaves. Nos anos 2000, a miniaturização dos sensores permitiu integração em drones e maior acessibilidade para empresas civis. 

Na atualidade, o Lidar é essencial em: Engenharia civil e topografia (levantamentos 3D precisos); Agricultura de precisão monitoramento de plantações); Arqueologia (descoberta de ruínas ocultas em florestas); Veículos autônomos (navegação e detecção de obstáculos); Exploração espacial (NASA usa Lidar para pousos seguros em missões lunares).

A exatidão dos círculos surpreendeu os matemáticos.

Características técnicas do Lidar

Para os mais curiosos, que gostam de se aprofundar, o Ângulo e Foco traz, também, as características técnicas do Lidar: Seu princípio de funcionamento é medir distâncias, levando em conta o tempo de voo da luz laser refletida. Os produtos gerados pelo sistema começam pela “nuvem de pontos” 3D extremamente detalhada.

Os tipos principais são o Lidar terrestre, usado em tripés ou veículos para mapear estruturas e terrenos; e o Lidar aéreo, embarcado em aviões ou drones para grandes áreas.

Utilizada em diversos setores, como engenharia civil, topografia, agricultura, mineração e planejamento urbano, essa tecnologia proporciona uma nova dimensão de precisão, agilidade e segurança nos projetos.

Como funciona esse aparelho

O Lidar é um método de sensoriamento remoto que utiliza pulsos de laser para medir distâncias com extrema precisão. Ao emitir milhares de pulsos por segundo, o sensor capta o tempo que cada feixe leva para retornar após atingir uma superfície, criando uma “nuvem de pontos” 3D detalhada da área mapeada.

Uma das principais vantagens do Lidar, em comparação com sistemas mais rudimentares, é sua alta precisão: O Lidar gera dados com precisão centimétrica, essenciais para projetos que exigem detalhamento minucioso. Também é muito útil pela rapidez na coleta de dados: Grandes áreas podem ser mapeadas em tempo recorde, reduzindo custos operacionais e prazos de entrega. Permite, também, o acesso a áreas de difícil alcance, pois é a tecnologia é ideal para terrenos acidentados, florestas densas, estruturas elevadas ou locais perigosos para inspeção manual. A compatibilidade com drones permite capturas ainda mais eficientes, seguras e econômicas.

Aplicações práticas

As principais aplicações práticas, hoje em dia, são: Levantamentos topográficos de terrenos urbanos e rurais; Monitoramento de obras e deformações em tempo real; Estudos ambientais e de reflorestamento; Modelagem digital do terreno (MDT e MDS) e nas inspeções em áreas industriais e de infraestrutura viária.

Em resumo, o Lidar nasceu nos EUA em 1961, fruto da era espacial e da invenção do laser, e hoje é uma tecnologia-chave em engenharia, ciência e mobilidade autônoma. A Arqueologia e o Turismo agradecem.

Fontes: Geo-Plus, Tpetopografia e Wikipedia.

2 respostas a “TURISMO PODE DUPLICAR COM O USO DO LASER”

  1. Avatar de Hélio Mazzei Filho
    Hélio Mazzei Filho

    Por que isso não é divulgado nas grandes mídias brasileiras? Imagine, por exemplo, um Fantástico, um Globo Repórter…
    Imagine também o que vem no futuro próximo!

  2. Avatar de
    Anônimo

    MARAVILHOSA MATÉRIA, SUPER PESQUISA, BEM FEITA. O QUE TEMOS QUE PENSAR É QUE TIPO DE GENTE UM TURISMO DESSE ATRAI. CADA DIA, NESSES TEMPOS,TEMOS QUE TER CAUTELA, EM UM BRASIL DE TANTAS RIQUEZAS, MAS INFELIZMENTE EXISTEM GANANCIOSOS PIRATAS DA ERA MODERNA, QUE TIRAM A PAZ DO MUNDO. MAS, SOU OTIMISTA,CONFIO NO UNIVERSO AMIGO, QUE SÓ APAREÇA EM QUANTIDADE GENTE DE BEM E DO BEM. PRESIDENTE LULA FICA, EM OUTUBRO. O GOVERNADOR JERÔNIMO TAMBÉM.

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