TERCEIRO DO BRASIL EM CRESCIMENTO DE VAGAS DE TRABALHO

As micro e pequenas empresas são grandes empregadoras. Foto: SecomGOVBR.
O fim do desemprego no Brasil está cada vez mais próximo. Nosso País encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos registrados entre janeiro e dezembro. O crescimento no número de empregos na região Nordeste foi a segundo, depois da Sudeste. Registrou 347,94 mil postos (+4,38%). Entre os maiores saldos absolutos, a Bahia ficou logo abaixo de São Paulo e Rio de Janeiro, com 94.380 vínculos formais (+4,41%). Nosso estado é, também, líder na geração de empregos por micro e pequenas empresas, no Nordeste, no primeiro quadrimestre deste ano. Números animadores para a Economia, como um todo.
A notícia mais recente é a de que a Bahia ficou em primeiro lugar, em postos criados, nas micro e pequenas empresas no Nordeste. Nos primeiros quatro meses de 2026, ela registrou 22.913 postos criados, o que leva o estado à primeira colocação na região. Somente em abril, foram gerados 6.031 novos postos. Os números constam no mais recente levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O setor de serviços foi o que registrou o saldo de empregos mais alto, nesse período, com 12.701 novas vagas, criadas por micro e pequenas empresas. Na sequência, aparece o setor da construção, com 8.706. A indústria registrou saldo de 3.101, enquanto o comércio apresentou queda de 1.942 no quantitativo de postos de trabalho gerados por pequenos negócios.
Na Bahia, as atividades econômicas que mais se destacaram na geração de empregos foram: construção de edifícios (3.346), transmissão de energia elétrica (1.530), incorporação de serviços imobiliários (1.212), atividades de atendimento hospitalar (1.206) e obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (920).
Na avaliação do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, a Bahia vive um bom momento no mercado de trabalho, resultado da política de atração de investimentos, da ampliação de ações voltadas à qualificação profissional e do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, que tem proporcionado o aumento da atuação das micro e pequenas empresas:
“As micro e pequenas empresas são as principais empregadoras no Brasil e, em nosso estado, não é diferente. Apoiar os pequenos negócios é ajudar no desenvolvimento, impulsionando a economia e construindo oportunidades para a população”, afirmou o secretário. “A orientação do governador Jerônimo Rodrigues é arregaçar as mangas e acelerar as políticas de geração de emprego e renda”, explicou.

O setor de Serviços foi importante para o crescimento geral. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ranking nacional
No cenário nacional, o estado aparece em sexto lugar no ranking, atrás de São Paulo (103.118), Minas Gerais (35.081), Paraná (34.921), Santa Catarina (30.080) e Goiás (27.542). O relatório aponta que, em todo o Brasil, só no mês de abril, os pequenos negócios foram responsáveis pela criação de 83,9% dos postos de trabalho.
O analista técnico do Sebrae Bahia, Anderson Teixeira, observa que os dados do Caged confirmam o protagonismo das micro e pequenas empresas na geração de empregos na Bahia. “O destaque para os setores de serviços e construção civil evidencia o dinamismo dessas atividades e sua capacidade de absorver mão de obra.”
“Além disso – continua, o fato de os pequenos negócios responderem por 83,9% das vagas criadas no país em abril reforça a importância de políticas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à competitividade desses empreendimentos, fundamentais para a manutenção desse ciclo positivo de geração de emprego e renda”.
Empregos com carteira assinada em geral
A Bahia gerou mais de 94,3 mil empregos com carteira assinada em 2025. Em todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas, a Bahia registrou saldo positivo, no ano. Em todo o país, foram criados 1,27 milhão de empregos formais em 2025.

O estado da Bahia chegou a 94.380 novos empregos com carteira assinada, no saldo acumulado de 2025, resultado de 1.045.491 admissões e 951.111 desligamentos, ao longo dos 12 meses. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados em janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 54.459 novos postos. Na sequência, aparecem Indústria (14.829), Comércio (12.748), Construção (10.055) e Agropecuária (2.295).
As novas vagas na Bahia foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino, responsáveis pelo ingresso em 51.281 postos, enquanto houve saldo positivo de 43.099 entre os homens. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas, com 83.819 postos. Jovens entre 18 e 24 anos formam o grupo com maior saldo de vagas no estado em 2025: 63.522.
Salvador foi o município baiano com melhor saldo em 2025, com 30.441 novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 696,9 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no estado, em 2025, aparecem Camaçari (6.343), Feira de Santana (6.208), Lauro de Freitas (5.522) e Vitória da Conquista (3.366).
Novo Caged 2025 confirmou
As maiores taxas de crescimento do emprego formal ocorreram no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí (+5,81%).
No acumulado do ano, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais. O maior avanço foi registrado no setor de Serviços, com a criação de 758.355 postos de trabalho (+3,29%), seguido pelo Comércio, que contabilizou 247.097 novas vagas (+2,3%).
Dentro do setor de Serviços, os maiores avanços ocorreram nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que geraram 318.460 vagas (+3,12%), e em administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com saldo de 194.903 postos (+3,12%).
A Indústria também teve desempenho positivo, com 144.319 postos gerados (+1,6%). Na Construção, foram criadas 87.878 vagas (+3,1%), enquanto a Agropecuária manteve trajetória de crescimento, com saldo de 41.870 postos de trabalho (+2,3%).
Entre os estados, as maiores retrações foram registradas em São Paulo (-224,2 mil ), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil). Nos grandes grupos de atividades econômicas, todos tiveram saldos negativos, em particular Serviços (-280,8 mil), Indústria (-135 mil) e Construção (-104 mil).

Dinheiro circulando é saudável para a Economia, como um todo.
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Fontes: SecomGOVBR, SecomGOVBA, AgBrasil


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