LULA PROGRAMA R$6 BI PARA OS CORREIOS

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O plano é reverter a tentativa de privatização de Bolsonaro

Os veículos elétricos da Stellantis, comprados pelos Correios.

Os brasileiros que conheceram os Correios do Brasil nos seus tempos áureos, com certeza estão escandalizados com a decadência desse serviço, que já foi perfeito, num passado recente. Até que, no governo Bolsonaro, interessado em “privatizar tudo”, começou o sucateamento, para que tivessem o argumento da fragilidade das estatais. A estratégia era ‘jogar lá embaixo’ a credibilidade da ECT – Empresa de Correios e Telégrafos para que ninguém protestasse, durante a ‘operação’ de privatização. Todo esse pesadelo parece estar no fim. O Governo Federal acaba de injetar R$6 bilhões para recuperar a empresa. Fique sabendo da luta contra a privatização e o sucateamento programado.

O presidente Lula (PT) descartou a privatização dos Correios e prometeu recuperar estatal, durante a sabatina da Frede Globo, dia 27 passado. O presidente afirmou que a empresa precisa se adaptar à concorrência e passar por ajustes para superar crise financeira. Dias depois, saiu o anúncio da recuperação dos Correios.

O candidato à reeleição defendeu a importância da estatal para o país e disse que o governo pretende conduzir medidas para reequilibrar as contas da empresa.

Os Correios acumularam prejuízo de R$ 3,1 bilhões, no primeiro semestre de 2026, conforme os dados citados durante o debate. Ao ser questionado sobre uma possível venda da companhia, Lula disse que as dificuldades financeiras não são recentes e ressaltou a presença da estatal em todos os municípios brasileiros.

Para o presidente, a empresa perdeu espaço ao não acompanhar as transformações do setor de entregas, hoje marcado pela atuação de concorrentes privados. Ele afirmou que será necessário promover um “enxugamento” e adotar as medidas consideradas necessárias pelo governo para garantir a recuperação dos Correios.

A crise financeira da estatal vinha se agravando nos últimos anos. O resultado negativo, que era de R$ 171,8 milhões em junho de 2022, chegou a R$ 1,5 bilhão no ano seguinte, atingiu R$ 1,7 bilhão em 2024 e alcançou R$ 2,6 bilhões em 2025.

No ano passado, o governo substituiu a presidência dos Correios em meio à tentativa de reestruturação da companhia. Emmanoel Schmidt Rondon assumiu o posto ocupado por Fabiano Silva dos Santos, e mudanças também foram realizadas na diretoria. Entre as medidas previstas no plano de recuperação estão o fechamento de agências e a criação de um programa de demissão voluntária.

Processo de Recuperação

O governo federal anunciou, segunda-feira (31), o aporte de R$ 6 bilhões aos Correios. A divulgação foi feita oficialmente na coletiva de imprensa de apresentação do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027. A medida faz parte do acordo de empréstimo firmado pela estatal no fim de 2025.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, havia afirmado horas antes, durante evento em São Paulo, que o financiamento não se tratava apenas de uma simples transação, mas uma medida para reestruturação da empresa.

“Quando olhamos para os resultados que foram publicados no fim de semana, temos vários resultados importantes, as medidas estão em operação e o caixa está melhorando”, declarou Moretti.

De acordo com ele, o investimento é necessário para que a empresa se reestruture e recupere sua capacidade para a volta ao mercado.

Em nota divulgada neste domingo (30), Bruno Moretti e o ministro das Comunicações, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Frederico de Siqueira Filho, afirmaram que os Correios vêm tomando providências quanto à redução de despesas e melhora do fluxo de caixa desde que a linha de empréstimo foi adotada.

Segundo a nota, o balanço do segundo trimestre de 2026, divulgado neste sábado (29), mostra um avanço na evolução do plano de reestruturação.

“De lá para cá, a empresa tem tomado medidas para reduzir suas despesas, ampliar sua receita operacional e equacionar seu fluxo de caixa”, diz o anúncio.

Os Correios consolidaram prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2025.

O bolsonarismo promoveu o sucateamento

As denúncias de sucateamento começaram em 2024. No site da Federação dos Trabalhadores da ECT e das Empresas de Comunicação, em dezembro daquele ano, o Diretor Márcio Martins publicou um artigo, dizendo que o ex-presidente, Jair Bolsonaro sucateou os Correios e tentava colocar a culpa no Governo Lula. Na atual campanha, os bolsonaristas já retomaram essas falsas acusações. Mas a verdade está aqui.

Publicado em 16/12/2024, o artigo diz o seguinte:

“Os ataques aos Correios por parte da extrema direita, que buscam criar uma cortina de fumaça diante das prisões e cassações de políticos envolvidos nos atos golpistas de 08/01, não são uma novidade. Essa estratégia, usada para desviar a atenção das investigações que avançam sobre crimes contra a democracia, tenta também apagar um dos períodos mais sombrios da história recente da estatal: a gestão de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.

“Durante os quatro anos do governo Bolsonaro, os Correios foram sucateados de forma sistemática, com cortes em benefícios dos trabalhadores, redução de investimentos e uma agenda clara de privatização. Essa política de desmonte, disfarçada de modernização, teve impactos devastadores não apenas para a empresa, mas também para seus trabalhadores e para a população brasileira, que depende da estatal para serviços essenciais.

“Os ecetistas enfrentaram, sob Bolsonaro, o desmonte de benefícios que são conquistas históricas da categoria. Auxílio-creche, plano de saúde e outros direitos fundamentais foram atacados, comprometendo diretamente a qualidade de vida de milhares de trabalhadores e suas famílias. Enquanto isso, reajustes salariais foram negados, mesmo em um período de alta inflação, resultando em perdas reais no poder de compra.

“Essa política de desvalorização levou a uma onda de insatisfação e greves. Não bastasse a retirada de direitos, os trabalhadores ainda enfrentaram assédio moral e pressão para aderirem a programas de demissão incentivada, que agravaram o quadro de precarização no ambiente de trabalho.

“Bolsonaro e sua equipe reduziram drasticamente os investimentos na infraestrutura da estatal, prejudicando sua capacidade de modernizar operações e competir com empresas privadas do setor logístico. O objetivo era claro: enfraquecer a empresa para justificar sua privatização.

“Esse sucateamento estratégico, que afeta diretamente a qualidade do serviço prestado, é uma tática recorrente em gestões que priorizam interesses do setor privado, em detrimento do público.

“Outro episódio emblemático desse período foi a tentativa de vender prédios históricos dos Correios, como o edifício-sede em São Luís, um patrimônio cultural localizado na Praça João Lisboa. A alienação desses bens estratégicos não é apenas um ataque à memória coletiva do país, mas também à soberania nacional.

“Transformar o patrimônio público em mercadoria é uma afronta à história e à identidade brasileira. E pior: essa lógica entrega ativos importantes do Estado ao mercado, enfraquecendo ainda mais as estatais.

“A defesa da privatização dos Correios foi um dos carros-chefe do governo Bolsonaro, ignorando completamente o papel social da estatal. Os Correios são responsáveis por levar serviços essenciais às regiões mais remotas do Brasil, muitas vezes sem qualquer interesse comercial do setor privado.

“Privatizar uma empresa com essa função estratégica seria condenar populações de áreas isoladas à exclusão. Além disso, estudos mostram que privatizações em setores estratégicos frequentemente resultam em aumento de tarifas, redução de serviços e piora na qualidade do atendimento.

“A tentativa de privatização não apenas subestima a importância dos Correios para a integração nacional, mas também ignora o impacto social que o encarecimento dos serviços teria para milhões de brasileiros.

“Com 360 anos de história, os Correios não são apenas uma empresa, mas uma instituição que simboliza conexão, cidadania e soberania. É inegável sua relevância para a logística nacional e para o atendimento de populações vulneráveis.

“O governo Bolsonaro ignorou esse papel estratégico, tratando a estatal como um entrave a ser eliminado, em vez de valorizá-la como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do país.

“As ações do governo Bolsonaro deixaram um rastro de prejuízos para os Correios, mas o papel da estatal como símbolo de cidadania permanece intacto. Agora, é urgente que os esforços se concentrem na reconstrução da empresa, com investimentos em infraestrutura, valorização de seus trabalhadores e modernização de suas operações.

“Os Correios não podem ser reduzidos a uma mera peça no jogo de interesses do setor privado. São um patrimônio do povo brasileiro, que precisa ser defendido, fortalecido e preparado para os desafios do futuro.”

FINDECT

Fontes: SecomGOVBR, CNN Brasil e Findect.

Uma resposta para “LULA PROGRAMA R$6 BI PARA OS CORREIOS”

  1. Avatar de
    Anônimo

    QUEREMOS O GOVERNO DO PRESIDENTE MELHOR BRASIL DE TODOS PAISES É O GOVERNO DO PREFEITO JERONIMO A MELHOR OPÇÃO INTELIGENTE,ILUMINADA ,PARA O NORDESTE PARA O BRASIL EM 2026 ,, PRESINDENTE LULA JERONIMO 2026.

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