GOVERNO DA BAHIA MONTA ESTRUTURA PARA PROTEGER POPULAÇÃO DOS EFEITOS DO EL NIÑO

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“BOMBA” METEOROLÓGICA SE ACENTUA

A instalação de novas cisternas faz parte da estratégia.

Os leitores já devem estar observando – e sentindo – alguns efeitos do fenômeno meteorológico El Niño, no seu dia-a-dia. Eles variam de região para região, mas tem muita gente dizendo que “o tempo está maluco”. Frio mais gelado, calor mais escaldante, temporais e inundações ocorrendo aqui, ali e acolá, enquanto a seca ameaça outras áreas com as altas temperaturas sem chuvas. Providências oficiais têm que ser tomadas com urgência, principalmente quando se sabe que o El Niño atual é o mais potente de todos os tempos. Ainda bem que, na Bahia, as autoridades estão atentas.

O Governo do Estado já colocou em marcha uma operação para proteger a população diante do El Niño. Com planejamento antecipado e integração entre áreas, o Estado organiza ações de segurança hídrica, saúde, agricultura familiar, proteção social, defesa civil e combate a incêndios. A coordenação geral é do governador Jerônimo Rodrigues.

A estratégia busca agir antes que os problemas se agravem, priorizar as regiões mais vulneráveis e garantir acesso às ações.

O Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027 prevê cerca de R$ 4,6 bilhões em ações de convivência com o semiárido.

Na área de abastecimento, estão previstos 400 sistemas simplificados de água, 275 poços, 5 mil aguadas, ampliação de sistemas e implantação de cisternas.

O Estado se prepara para possíveis efeitos do El Niño, como agravamento da seca e da estiagem, temperaturas mais elevadas, redução da disponibilidade de água, perdas na produção rural e maior risco de incêndios florestais.

Na agricultura familiar, o Sertão Vivo prevê 20 mil ligações de água e assistência técnica para 20 mil famílias. Estão programadas 250 mil sacas de farelo de milho para alimentação animal e 10 milhões de mudas de palma forrageira.

Garantia de suprimentos alimentares para as populações e animais.

Atuação em várias frentes

Na proteção social, o planejamento inclui 18.105 cisternas, distribuição de alimentos e 2 mil quintais produtivos. A assistência poderá ser reforçada em municípios em emergência ou calamidade.

O combate aos incêndios também integra a estratégia, com até 295 bombeiros e 60 viaturas. Até 16 de setembro, a Operação Florestal havia combatido 564 incêndios em 80 dias e atendido 92 municípios.

A preparação se apoia ainda no que já foi feito. Entre 2023 e julho de 2026, a Bahia registrou R$ 5,59 bilhões em água e esgoto. Até junho, 1.414 localidades rurais haviam sido beneficiadas com abastecimento, alcançando mais de 435 mil pessoas, e 1.946 poços tinham sido perfurados.

A política de convivência com o semiárido vem de mais longe. O programa Água para Todos foi criado na Bahia em 2007 e serviu de referência para a iniciativa federal. Essa estrutura ajuda hoje a sustentar a resposta ao El Niño.

Além das obras, o Estado estruturou um sistema integrado de acompanhamento. Informações sobre falta d’água, saúde, incêndios, assistência social e apoio ao produtor deverão chegar rapidamente aos órgãos responsáveis e retornar aos municípios em forma de ação e orientação.

A comunicação terá função importante nesse serviço. As secretarias deverão informar situações urgentes e atualizar problemas, providências e formas de atendimento. A União dos Municípios da Bahia participa desse fluxo, que prevê rádios, meios locais e materiais impressos para ampliar o acesso às ações do governo.

O eixo da preparação é a antecipação: integrar áreas, monitorar os territórios e agir antes que os efeitos do El Niño atinjam as populações mais vulneráveis.

Estabelecido, também, alerta sobre controle de incêndios.

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