Cresce trabalho da vigilância para prevenir o sarampo na Bahia

Segue a construção de mais uma casa de saúde de grande porte, na Bahia.
Vem aí mais um, entre as centenas de hospitais, entregues pelo governador Jerônimo Rodrigues, com verbas federais. As obras do amplo Hospital e Maternidade Regional do Sisal avançam e já alcançaram 35% de execução. A área de Saúde da Bahia está mobilizada, normalmente, durante as eleições, e aprofunda o trabalho de vigilância para que não se instale uma epidemia de sarampo.
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, esteve em Serrinha e vistoriou o andamento dos trabalhos, que contam com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), programa do Governo Federal. Com previsão de conclusão para março de 2027, a nova unidade vai ampliar a oferta de assistência hospitalar e materno-infantil, fortalecendo a rede pública de saúde na região do Sisal. O investimento total é de R$ 173 milhões.
Com 255 leitos, o complexo será dividido entre uma unidade hospitalar e uma maternidade, reunindo serviços voltados à assistência clínica, cirúrgica, pediátrica e materno-infantil. A estrutura foi planejada para ampliar a capacidade de atendimento especializado e oferecer suporte hospitalar à população da região sisaleira. Do total de leitos, 85 serão destinados ao hospital, incluindo 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, 60 de internação cirúrgica e 15 leitos de internação pediátrica.

A secretária de Saúde, Roberta Santana, vistoriou as obras.
A maternidade contará com 170 leitos, sendo 35 de terapia intensiva: 25 de UTI Neonatal e 10 de UTI Adulto. A estrutura permitirá ampliar a assistência a gestantes, puérperas e recém-nascidos, com suporte especializado para situações que exigem cuidados intensivos.
A implantação do Hospital e Maternidade Regional do Sisal integra os investimentos do Governo Federal, por meio do Novo PAC, em parceria com o Governo do Estado, para fortalecer a infraestrutura de saúde e ampliar o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
A secretária Roberta Santana destaca que esta é uma unidade completa: “Este hospital vai beneficiar a população de 18 municípios do território do Sisal. Ele vai contar com ressonância, tomografia e um moderno centro cirúrgico. Tudo isso pra gente garantir assistência a toda essa região”, afirma.

Segue o atendimento com especialistas, nas carretas da Saúde.
Agora Tem Especialistas
Durante a agenda em Serrinha, a secretária Roberta Santana acompanhou os atendimentos realizados pela carreta do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde. A unidade móvel oferece serviços oftalmológicos à população, ampliando o acesso a consultas e contribuindo para reduzir a demanda por atendimento especializado na região.
Ao longo do mês de outubro, dez carretas do programa percorrem municípios baianos com a oferta de serviços de oftalmologia, saúde da mulher, exames de imagem e cardiologia. Além de Serrinha, a iniciativa contempla Feira de Santana, Cruz das Almas, Teixeira de Freitas, Salvador, Juazeiro, Ribeira do Pombal, Itapetinga e Eunápolis. A estratégia busca ampliar a oferta de atendimentos especializados, aproximando os serviços de saúde da população e contribuindo para reduzir a demanda por consultas e exames no SUS.
Outro hospital na mesma região
Também na região sisaleira, Roberta Santana vistoriou as obras do Hospital Municipal de São Domingos, que está sendo construído com recursos de um convênio firmado entre Estado e prefeitura. O investimento de R$ 18 milhões resultará em uma nova unidade com 20 leitos que atenderá às demandas do município.

Foto: Ascom/Suvisa
Vacinação para prevenir a volta do sarampo
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), mantém as ações de vigilância epidemiológica e incentivo à vacinação contra o sarampo, com o objetivo de prevenir a reintrodução do vírus e garantir a identificação oportuna de possíveis casos suspeitos. A estratégia ganha relevância diante dos registros recentes da doença em países vizinhos e da confirmação de casos importados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Na Bahia, a circulação endêmica do sarampo foi interrompida em 2020, ano em que foram confirmados os últimos sete casos da doença no estado. Desde então, a manutenção da vigilância epidemiológica e de coberturas vacinais adequadas permanece fundamental para preservar esse cenário e reduzir o risco de reintrodução do vírus.
Como alerta para a importância dessas medidas, informe epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), referente ao período de 1º de setembro a 6 de outubro de 2026, registrou 26 notificações de sarampo na região do Alto Solimões. Desse total, dez casos foram confirmados, cinco descartados e onze permaneciam em investigação. Todos os casos confirmados são importados, com local de infecção no Peru.
Na Bahia, as ações de vigilância incluem o monitoramento de notificações, a investigação de casos suspeitos, a busca ativa de pessoas com sintomas compatíveis com a doença e o acompanhamento de contatos. Quando indicado, também são realizados bloqueios vacinais, conforme a avaliação das equipes de saúde, para reduzir o risco de transmissão.
A integração entre a vigilância epidemiológica e os serviços de assistência é essencial para identificar precocemente possíveis casos, interromper cadeias de transmissão e garantir uma resposta rápida. A atenção é especialmente importante diante da circulação internacional de pessoas e da possibilidade de importação do vírus para áreas onde não há transmissão endêmica.
A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo. Por isso, a população deve verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para conferir se as doses estão atualizadas, conforme a idade e o histórico vacinal.
Quais os sintomas do sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias. Entre os principais sintomas estão febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.
Diante desses sinais, a orientação é procurar um serviço de saúde, informar os sintomas e relatar eventual contato com pessoas suspeitas ou confirmadas, além de viagens recentes para áreas com circulação do vírus. A notificação oportuna permite que as equipes iniciem a investigação epidemiológica e adotem as medidas de prevenção e controle necessárias.
O Brasil segue oficialmente certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo. Essa condição, no entanto, não exclui a possibilidade de casos importados nem o risco de transmissão quando o vírus encontra pessoas suscetíveis.
Diante desse cenário, a manutenção da vacinação em dia, a vigilância ativa e a resposta rápida dos serviços de saúde são fundamentais para proteger a população baiana e evitar o restabelecimento da transmissão da doença no estado.
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Fonte: Ascom-SaudeGOVBA
Fotos: Leonardo Rattes


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