LANÇADOS NOVOS AVIÕES ELÉTRICOS E DRONES COM I.A.

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AERONAVES TERÃO USO CIVIL E MILITAR

As imagens mostram conceitos e projetos relacionados à atuação da Embraer em sistemas não tripulados e ao desenvolvimento de drones. Foto: Embraer.

O avanço tecnológico e as mudanças climáticas estão guiando a tendência mundial da aviação, seja para transporte de passageiros, seja para uso militar. O Brasil vem desenvolvendo com agilidade e competência drones de última geração para a Marinha e, esta semana, foram anunciados equipamentos produzidos em Portugal – que está vendendo para os EUA – e nos Países Baixos. Vamos conhecer esses produtos da alta tecnologia, hoje, aqui no Ângulo e Foco, o blog mais eclético da Bahia.

A Embraer não é tradicionalmente uma fabricante de drones em larga escala, mas tem ampliado sua atuação no setor de sistemas aéreos não tripulados (UAS/VANTs) por meio de parcerias, investimentos e projetos voltados à defesa e segurança. A empresa também participa do desenvolvimento de tecnologias para vigilância, reconhecimento e combate a drones.

Vejamos as principais iniciativas da Embraer no segmento de drones. A Empresa atua na área de Defesa & Segurança com soluções de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), além de sistemas de comando e controle que podem ser integrados a operações com drones.

LRCA, Embraer e XMobots. O salto da gigante brasileira. Imagem: Embraer

Em 2022, a empresa adquiriu participação na XMobots, fabricante brasileira especializada em drones para aplicações civis, agrícolas e de defesa e também vem desenvolvendo soluções de combate a drones (C-UAS). Em 2026, a Embraer anunciou parceria com a Valkyrie Aero para integrar inteligência artificial ao avião A-29 Super Tucano, permitindo detectar, rastrear e neutralizar aeronaves não tripuladas. Há ainda acordos e estudos envolvendo sistemas aéreos não tripulados para aplicações navais e de defesa no Brasil.

Seu principal complexo industrial fica em São José dos Campos (SP), mas a Embraer possui instalações em outras cidades brasileiras. As atividades relacionadas a drones e sistemas não tripulados envolvem centros de engenharia, parcerias tecnológicas e subsidiárias ligadas ao setor de defesa.

Dassault Systèmes / YouTube

Avião de passageiros elétrico

Nos Países Baixos, um avião elétrico, alimentado por baterias, leva 90 passageiros e voa 1.000 quilômetros. O avião, batizado como E9X, mostra que voar sem querosene já não é apenas um sonho e os pilotos já estão em treinamento.

Uma empresa holandesa está desenvolvendo um avião comercial totalmente elétrico, para o transporte de passageiros, que vai eliminar os prejudiciais chemtrails, deixados normalmente pelos aviões a jato atuais, movidos a querosene de aviação. O projeto E9X, da Elysian Aircraft, pretende contribuir para a redução das emissões poluentes da aviação e poderá entrar em serviço comercial em 2034.

Os primeiros ensaios de voo já começaram, marcando uma nova etapa no desenvolvimento desta tecnologia. A iniciativa surge num contexto de crescimento esperado do transporte aéreo mundial, cujo número de passageiros poderá duplicar nas próximas duas décadas. Perante o desafio de reduzir o impacto ambiental do setor, a empresa procura demonstrar que a propulsão elétrica pode ultrapassar as limitações tradicionalmente associadas ao peso e à capacidade das baterias.

O E9X deverá estar equipado com seis motores elétricos e asas com mais de 50 metros de envergadura. Para permitir a utilização das infraestruturas aeroportuárias existentes, o projeto prevê extremidades das asas rebatíveis. A principal inovação consiste na integração das baterias na própria estrutura das asas, uma solução que procura otimizar a distribuição do peso e tornar viável o transporte de um número elevado de passageiros.

A empresa prevê instalar cerca de 40 conjuntos de baterias nas asas, cada um com um peso aproximado de uma tonelada, indica o Euronews. E está reduzindo a massa total da aeronave, melhorando a gestão térmica e a escolha dos materiais que constituem alguns dos principais desafios técnicos que a equipe procura resolver.

Segundo a Elysian, o avião poderá começar por oferecer uma autonomia de cerca de 800 quilômetros, aumentando posteriormente para 1.000 quilômetros, sem contar com as reservas de energia, necessárias à operação. A empresa estima que esta capacidade permita realizar uma parte significativa dos voos mundiais, sem emissões diretas provenientes da propulsão, contribuindo potencialmente para uma redução de 20% das emissões totais da aviação. Estas projeções dependem, contudo, da concretização dos objetivos técnicos do projeto.

Formação de pilotos

Enquanto o E9X permanece em desenvolvimento, os Países Baixos já dispõem de aviões elétricos de pequena dimensão, utilizados na formação de pilotos. No aeroporto regional de Teuge, a E-Flight Academy opera uma aeronave de dois lugares que consegue voar durante 45 a 50 minutos com duas baterias, mantendo uma reserva de energia para mais dez minutos. O baixo nível de ruído é uma das vantagens destacadas pelos responsáveis.

A concretização da aviação elétrica em maior escala dependerá também da criação de infraestruturas de carregamento adequadas. Nesse sentido, a empresa NRG2fly está desenvolvendo uma rede de carregamento para aeronaves elétricas, com planos de expansão, dos Países Baixos para outros países europeus. O objetivo passa por integrar painéis solares, sistemas de armazenamento de energia e outras fontes renováveis no abastecimento dos aeroportos.

Apesar das perspectivas promissoras, o peso das baterias, a autonomia, a segurança e a certificação continuam a representar desafios importantes. O E9X continua em fase de desenvolvimento e investigação.

Plataforma AR3-EVO da Tekever e seus drones de guerra. Imagem: Tekever.

Portugal vende drones às operações especiais dos EUA

A fabricante de drones com inteligência artificial Tekever anunciou, ontem (26), a compra de sistemas aéreos não tripulados (UAS) pelo Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM). Não divulgou o valor do negócio, nem o número, o modelo e a configuração específica dos sistemas adquiridos. Os sistemas “concluíram com sucesso um programa de ensaios de validação e aceitação, apoiado por ações de formação específicas, com uma extensa campanha de voos, realizada em vários locais”, informa a empresa.

Segundo um comunicado, divulgado esta segunda-feira, os sistemas em causa destinam-se a proporcionar capacidades de informações, vigilância e reconhecimento em ambientes operacionais exigentes, através de uma arquitetura modular que integra a plataforma aérea, equipamentos específicos para cada missão, comunicações e software operacional com Inteligência Artificial (IA).

A aquisição representa mais um passo no compromisso de longo prazo com os Estados Unidos e a comunidade norte-americana de operações especiais, segundo a multinacional tecnológica, que tem suas instalações em Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Estónia, Ucrânia e Estados Unidos, e conta com mais de 1.500 colaboradores.

Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Tekever, Ricardo Mendes, considerou a aquisição um marco numa relação, construída ao longo do tempo, mediante ensaios, diálogo e trabalho conjunto com as equipas do USSOCOM.

Destacou, ainda, que o modelo de desenvolvimento assenta na recolha de dados e contribuições, adquiridas durante os voos, que utiliza essas informações para introduzir melhorias nos sistemas e responder às necessidades operacionais.

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Fontes: ZAP, Embraer, Dassault, Tekever

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